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Levantamento realizado pela FESA Group mostrou como o turnover no setor de energia afeta as empresas. A pesquisa, realizada com 24 empresas entre 2021 e 2022, constatou um índice médio de rotatividade de pessoal de 13,66% no período – enquanto a análise anterior, de 2017 a 2020, registrou 12,14%. O estudo observou que 60% das participantes têm taxas acima de 15% ao ano, nível superior à média do setor, o que indica alta rotatividade.

Segundo a responsável pela pesquisa, Débora Celeti, o resultado indica que reter talentos é um desafio contínuo. Ela ainda destacou que para as empresas do setor de energia, é crucial enfrentar esse desafio, uma vez que a perda de profissionais qualificados pode ter impactos negativos nos negócios. Isso inclui a interrupção das operações, a perda de conhecimento especializado e o aumento dos custos de recrutamento e treinamento de novos colaboradores.

O segmento de eficiência energética lidera o ranking, com 24,95% – média dos últimos dois anos. Os setores de comercialização e consultoria de mercado/gestão de energia aparecem em segundo e terceiro lugar, respectivamente, com 20,35% e 18,87%. Débora alertou que no caso da eficiência energética, a alta demanda por profissionais especializados nesse campo tende a resultar em uma maior competição por talentos. Isso pode levar a uma rotatividade mais alta, à medida que os profissionais buscam oportunidades mais atrativas ou remuneração melhor.

A pesquisa também revelou um aumento nos pedidos de demissão nos segmentos de transmissão, distribuição e fornecedor/fabricante de equipamentos. Essa tendência é resultado de vários fatores, incluindo competição acirrada por profissionais qualificados devido à entrada de novas empresas transmissoras de energia, preferência por oportunidades próximas de casa e busca por qualidade de vida influenciada pela pandemia.

Novas posições

Em contrapartida, a abertura de novas posições nos segmentos de geração distribuída e eficiência energética demonstram a expansão do setor, de acordo com a pesquisa elaborada pela FESA Group. Também houve crescimento de vagas especialmente na área comercial e novos negócios com foco na transição energética.

Débora comenta que a área de GD está em fase de amadurecimento de mercado e a tendência é manter o crescimento dos últimos anos mesmo com os desafios regulatórios enfrentados atualmente. Ela acrescenta que o setor de eficiência energética já é estabelecido e com grandes perspectivas de crescimento nos próximos anos. A maioria das vagas são pra áreas de gestão de energia, projetos e obras, O&M e outras.

Já a área comercial e de novos negócios apresentou um crescimento expressivo impulsionado pela transição energética e pela crescente demanda por soluções sustentáveis e eficientes. Na avaliação da especialista, essas oportunidades profissionais estão se concentrando em áreas como vendas diretas para consumidores livres, comercialização de outros produtos como gás e a construção de usinas termelétricas alimentadas a gás natural, entre outras.

Por fim, a executiva indica que, para se destacar nesses setores em expansão, é fundamental possuir conhecimentos especializados em energia renovável, eficiência energética, regulamentações e políticas do setor.