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A Copel publicou nesta quarta-feira, 26 de julho, pela manhã o prospecto preliminar para a venda de ações que visa a privatização da companhia. O alvo de venda são 549.171.000 ações ao preço inicialmente estipulado de R$ 7,85 por ação o que daria um valor pouco acima de R$ 4,3 bilhões para a pulverização do capital da companhia no mercado de ações. Caso haja a negociação de todo o lote suplementar previsto na operação, a captação somará quase R$ 5 bilhões.

De acordo com os documentos apresentados à Comissão de Valores Mobiliários, o estado do Paraná, que é o controlador da elétrica passaria a ficar com 17,9% do capital da empresa após a realização da operação sem considerar um lote suplementar que pode chegar a até 15% da oferta base de venda de ações. Se todos esses papeis forem negociados, a participação do estado seria reduzida a 15,65%.

Esses recursos, diz a Copel, terão seu valor integral utilizados para o pagamento dos bônus de outorga de usinas hidrelétricas que a empresa quer renovar o contrato junto ao MME. Estão nesse conjunto de ativos a UHE Governador Bento Munhoz da Rocha Netto (Foz do Areia), Governador Ney Braga (Segredo) e Governador José Richa (Salto Caxias) por 30 anos. “A companhia não receberá quaisquer recursos provenientes da oferta secundária, os quais serão integralmente destinados ao Estado do Paraná”, pontua a Copel no documento publicado na CVM.

Poderão participar da oferta empregados da Copel e aposentados com um valor mínimo de R$ 1 mil e o valor é de R$ 3 mil para investidores não profissionais.

De acordo com o cronograma, o período de reserva das ações começa em 2 de agosto e vai até o dia 7 de agosto. A fixação do preço das ações na oferta acontece em 8 de agosto. No dia 11 ocorrerá a liquidação da oferta.

Apesar de colocar que a oferta é irrevogável, ao final do documento, a Copel explica que, o procedimento de bookbuilding não será concluído sem que haja a manifestação do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o bônus de outorga que a Copel terá que pagar pelas três UHEs citadas. E ressalta que se o tribunal não aprovar os termos definidos na portaria interministerial que está ne análise e trata da renovação das UHEs, ou ainda determinar alteração relevante nos valores do bônus de outorga, a oferta não será concluída.

O ministro que cuida do processo é o mesmo do processo da Eletrobras, Vital do Rêgo, que mostrou-se contrário à privatização da agora ex-estatal em 2021.