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Mesmo não tendo suas expectativas atendidas no último leilão de transmissão, a Auren Energia segue atenta ao segmento, assim como ao leilão de capacidade previsto para o primeiro semestre de 2024, que depende ainda das diretrizes sobre as tecnologias e o modo de competição. “Continuamos observando o setor de transmissão e o foco na geração das energias renováveis, nas oportunidades óbvias e não tão óbvias assim”, disse o CEO Fabio Zanfelice durante a teleconferência da empresa nessa quinta-feira, 3 de agosto.

O executivo ressaltou que a companhia esperava uma competição diferente dos anos anteriores em função do tamanho do certame, com a disputa seguindo forte e que inviabilizou a manutenção dos retornos aos acionistas. Sobre alavancagem, que reduziu consideravelmente nesse segundo trimestre devido ao fechamento de uma operação financeira envolvendo a hidrelétrica Três Irmãos, Fabio ponderou que a mesma deve ser diferente ao fim do ano em relação a esse segundo trimestre, devido a intenção do pagamento de R$ 1,5 bilhão em dividendos e os investimentos em projetos greenfield, que somam R$ 1,4 bilhão.

Quanto ao leilão de capacidade, que deve acontecer no primeiro semestre de 2024, a diretora de Assuntos Regulatórios da companhia, Priscila Lino, ressaltou que tem visto uma orientação do Ministério de Minas e Energia e da Empresa de Pesquisa Energética de tentar trazer mais competição com a inclusão de novas tecnologias além da própria possibilidade de renovação do parque termelétrico a gás natural existente e da usinas hidráulicas. “Estamos engajados e na expectativa de inserção das hidrelétricas para viabilizar investimentos que já estão previstos nos projeto básicos das usinas, sendo o mais relevante trazer aportes competitivos e baratos para o consumidor”, pontua.

Sobre o Capex preciso para participação na disputa com quatro novas turbinas e que agregariam 440 MW em espaços ociosos da usina Porto Primavera, a empresa possui uma referência de R$ 560 milhões calculada em 2020 no contrato de concessão, valor que ainda não foi corrigido. Ainda assim conversas já foram iniciadas com alguns fornecedores, para caso o governo organize essa oportunidade no leilão.

Repotenciação da UHE Porto Primavera pode adicionar 440 MW de potência a pelo menos R$ 560 mi (Auren)

Questionada sobre os requisitos técnicos para o atendimento à demanda, Priscila pondera que tais fatores dependerão do andamento dos estudos do MME e da EPE, e que uma metodologia bem calculada não inviabiliza uma competição uniforme “Se tiver uma métrica para colocar nas mesmas bases não haveria necessidade de separar os produtos, mas dependem das diretrizes a serem lançadas”, considera.

Outro ponto a ser debatido com o governo é o pleito para expandir o escopo dos cenários de exportação de energia das UHEs quando em vertimento ou boa hidrologia. Na avaliação do CEO, o vertimento turbinável no ano passado foi um avanço e agora a definição é não só quando verter mas antecipar esse movimento, o que o governo também olha com mais conservadorismo. “Se vier um período úmido próximo não tão bom pode haver uma concorrência entre a exportação e as necessidades futuras e da confiabilidade”, analisa.

Fabio Zanfelice também comentou sobre o mês de abril, que especificamente prejudicou nos resultados trimestrais da companhia com a diminuição do regime de ventos nos parques eólicos, o que foi recuperado em maio e junho, que veio acima das previsões. “Foi o pior abril para vento na região onde estamos e o Brasil tem diversos perfis de modulação horária e sazonalidade, diferentemente da costa e outras regiões”, explica. Outro ponto mencionado é um aumento de custos de O&M, devido a renegociação de contratos e um escalonamento da General Eletric, mas nada tão impactante para as receitas finais.

PL 414

Por fim, o executivo destacou os pontos mais importantes para a modernização do setor elétrico sob sua ótica e que constam no Projeto de Lei 414. Entre eles, de como será feita a abertura do mercado de baixa tensão com os contratos legados, que endereça também o tema da Geração Distribuída. “Precisa ser criada uma competição no mercado de baixa tensão para que exista o balanço da eficiência do mercado livre e os subsídios dados à GD”, salienta.

O chamado lastro e energia, discutido sobre a ótica de flexibilidade da intermitência das renováveis com a valorização das hidrelétricas que prestam os serviços não remunerados também foi elencado, além dos movimentos importantes dentro do bojo do programa maior de transição energética que o governo deve propor e que demandam esforços. Foi citado o hidrogênio verde e a competitividade do país como exportador de energia renovável para o mundo, o que demandaria políticas mais elaboradas e que a Auren ainda não possui uma opinião formada de como esses processos vão acontecer.