Olá, esse é um conteúdo exclusivo destinado aos nossos assinantes
Para continuar tendo acesso a todos os nossos conteúdos, escolha um dos nossos planos e assine!
Redação
de R$ 47,60
R$
21
,90
Mensais
Notícias abertas CanalEnergia
Newsletter Volts
Notícias fechadas CanalEnergia
Podcast CanalEnergia
Reportagens especiais
Artigos de especialistas
+ Acesso a 5 conteúdos exclusivos do plano PROFISSIONAL por mês
Profissional
R$
82
,70
Mensais
Acesso ILIMITADO a todo conteúdo do CANALENERGIA
Jornalismo, serviço e monitoramento de informações para profissionais exigentes!

As conversas para exportação da energia de hidrelétricas que não estão necessariamente em processo de vertimento avança na agenda do governo. A avaliação foi feita nessa quarta-feira, 9 de agosto, pelo diretor financeiro da Engie Brasil, Eduardo Takamori. “É um dinheiro relevante na mesa e que ajuda na balança comercial do país, numa operação ganha-ganha muito clara”, disse o executivo durante a teleconferência de resultados da empresa, mostrando-se esperançoso no acolhimento da questão pelo poder executivo, afirmando que muitos players estão envolvidos nas discussões, sem entrar em mais detalhes.

A possibilidade pode somar-se a venda do excedente turbinável, um dos benefícios que o Brasil colheu ao longo do período úmido do ano passado. Segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), no acumulado de janeiro a abril, as usinas do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) deverão ter uma receita adicional de quase R$ 500 milhões com a energia exportada para Argentina e para o Uruguai, com os valores até março desse ano somando R$ 342,5 milhões com a exportação.

Mercado livre

Quanto a estratégia no mercado livre, Takamori destacou que a empresa buscou fazer uma otimização no portfólio para maximizar resultado sem tomar risco adicional, com a contratação sendo antecipada. Ele disse que naturalmente com os preços baixos no cenário atual, a companhia avalia continuamente se vale a pena continuar atendendo e que não irá assumir compromissos que tragam arrependimentos no longo prazo. “Estamos agora mais seletivos nas operações. Não é mais um processos de antecipação e corrida desenfreada para venda de energia, passamos dessa etapa”, analisa.

No mercado varejista, o executivo destacou a iminente abertura como fundamental e talvez a forma mais eficiente de conter os subsídios dados à geração distribuída e aliviar o excedente energético atual, criando também valor para o consumidor final. “Iniciamos um processo de reestruturação interna no passado para reduzir custos de transação e simplificar contratos para ser mais eficiente”, lembra, ponderando que os canais de comunicação e plano de marketing diferenciados são apenas as pontas de um iceberg que o mercado consegue ver.

Sobreoferta e leilões

Questionado sobre uma eventual evolução em investimentos em geração sem PPAs considerando preços no mercado livre, o diretor classificou a questão como difícil, dado os compromissos significativos e contratos de longo prazo já estabelecidos, num contexto de pouco sentido em dar mais passos sem sinalização efetiva da demanda e uma visão um pouco mais racional do governo em limitar subsídios. “Por isso temos menos apetite para investir em geração para além dos compromissos que temos em casa, o que não quer dizer que não vamos analisar negócios de fusões e aquisições”, pontua.

Sobre leilões, Eduardo salientou a série de compromissos financeiros comprometidos, cerca de R$ 14 bilhões em recursos e que tendem a aumentar, o que naturalmente não impedirá a companhia de participar dos próximos leilões, vendo mais apetite para o de transmissão previsto para o ano que vem assim como o de potência, através dos poços vazios em duas hidrelétricas e que somam 1 GW. “Essa não será a única alternativa de monetizar esses espaços ociosos nas usinas, com estudos sendo feitos”, acrescenta.

Dividendos

Na parte de dividendos, ao ser indagado sobre a falta de definição de datas para os próximos pagamentos, Takamori reforçou a imprevisibilidade de questões colocadas na mesa, como os impactos no mercado de capitais, e que a Engie analisa o melhor momento para a distribuição com cautela, devendo anunciar a data do primeiro débito em breve, relacionado ao exercício de 2022. Segundo ele, a decisão conservadora tomada no passado traz também uma alavancagem confortável e que será utilizada para não prejudicar os pagamentos, que admitindo possibilidade de 100% do payout nesse ano ou em 2024.

“Vamos usar diferentes instrumentos de alavancagem no próximo ano e a melhora do mercado dará maior flexibilidade para a estrutura de capital caso surja algum bom projeto para incrementar o parque de geração da companhia”, finaliza.