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A Agência Internacional de Energia lançou a edição 2023 do Roteiro Net Zero, que mostra que a meta reduzir as emissões de gases para zero e limitar o aquecimento global a 1,5 ̊C continua a ser possível devido ao crescimento recorde das tecnologias de energia limpa. Apesar da boa perspectiva, a dinâmica ainda precisa de aumentar rapidamente em muitas áreas. No novo caminho zero, os gastos globais com energia limpa aumentam de US$ 1,8 trilhão em 2023 para US$ 4,5 trilhões anuais no início da década de 2030.

A atualização de 2023 incorpora as mudanças significativas no panorama energético nos últimos dois anos, incluindo a recuperação económica pós-pandemia e o crescimento extraordinário de algumas tecnologias de energia limpa – mas também o aumento do investimento em combustíveis fósseis e emissões teimosamente elevadas.

De acordo com o roteiro, a inovação em energia limpa também tem proporcionado mais opções e reduzido custos tecnológicos. No Roteiro original da AIE para 2021, as tecnologias ainda não disponíveis no mercado proporcionaram quase metade das reduções de emissões necessárias para atingir zero emissões líquidas em 2050. Esse número caiu para cerca de 35% na atualização deste ano.

Ainda são necessárias medidas mais ousadas nesta década. No caminho net zero atualizado deste ano, a capacidade global de energia renovável triplica até 2030. Mas a taxa anual de melhorias na eficiência energética duplica, as vendas de veículos elétricos e bombas de calor aumentam acentuadamente e as emissões de metano do setor energético caem 75%.

O aumento expressivo da capacidade de energia limpa, impulsionado por políticas, reduz a procura de combustíveis fósseis em 25% até 2030. Em 2050, a procura de combustíveis fósseis cai 80%. Como resultado, não são necessárias novas centrais a carvão, assim como novos projetos de petróleo e gás no longo prazo, novas minas de carvão ou extensões de minas. Para a AIE, ainda será preciso um investimento contínuo em alguns ativos de óleo e gás existentes e em projetos já aprovados para evitar picos de preços prejudiciais.

Mas o relatório deixa a advertência que permanecer no caminho certo significa que quase todos os países devem avançar com as datas previstas para zero emissões líquidas. Dependerá também da mobilização de um aumento significativo do investimento, especialmente nas economias emergentes e em desenvolvimento.