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Em poucos anos, setembro de 2023 poderá ser visto como um ponto de virada para o desenvolvimento da energia eólica offshore no Brasil. De fato, neste mês, uma grande quantidade de anúncios aproximou as oportunidades provenientes desta indústria de energia limpa. Durante o Brazil Windpower 2023, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, se comprometeu a lançar o arcabouço legal aplicável à energia eólica offshore antes do final do ano, um anúncio seguido um dia depois pelo presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, expressando o interesse da empresa em estar na vanguarda da energia eólica offshore no Brasil, com mais de 20 GW de projetos apresentados à agência ambiental IBAMA e o lançamento de campanhas de medição de vento em várias áreas offshore ao longo da costa.

Além disso, outro ponto-chave de progresso no desenvolvimento da energia eólica offshore foi que, pela primeira vez na história do maior evento de energia eólica na América Latina, o patrocinador anfitrião foi uma empresa totalmente dedicada à energia eólica offshore: a Ocean Winds, a joint venture entre a EDPR e a ENGIE. Falando mais sobre essa empresa experiente no setor e o potencial que eles veem no Brasil, estava seu CEO, Bautista Rodríguez.


A energia eólica offshore é a última fronteira da energia renovável no Brasil?

A energia eólica offshore tem um enorme potencial no Brasil – para não repetir o famoso potencial de 700 GW. Todos os fundamentos estão aqui: ventos fortes, costa longa, demanda de eletricidade ao longo dessas costas, cadeia de suprimentos industrializada, e agora, mais do que nunca, com o último anúncio: vontade política!

Com um histórico comprovado que abrange mais de uma década, supervisionando atualmente a operação de 1,5 GW, construindo mais 2 GW e avançando ativamente com direitos exclusivos para o desenvolvimento de mais de 13 GW em energia eólica offshore em escala global, a Ocean Winds está dedicada a fornecer energia eólica offshore nos mercados em que atua. Orgulhamo-nos de sermos muito seletivos e realistas em relação à geração final de energia limpa e ao desbloqueio das oportunidades que podem surgir dessa nova indústria sustentável. E estamos de olho no mercado brasileiro desde o início de 2020. Contamos com 5 projetos com capacidade estimada de 15 GW em processo de licenciamento no IBAMA e uma equipe local baseada no Rio de Janeiro. Portanto, eu diria que sim, rumo ao Horizonte Azul!

A Ocean Winds assinou três Memorandos de Entendimento (MoUs) com parceiros-chave, incluindo a Prumo Logística, o Governo do Rio Grande do Norte e o Governo do Estado do Rio de Janeiro em torno do evento Brazil Windpower 2023. Como isso descreve sua estratégia para a energia eólica offshore no Brasil?

Esses MoUs reafirmam nossa dedicação ao setor de energia eólica offshore no Brasil. Ao fazer parceria com a Prumo Logística e os Governos Estaduais do Rio Grande do Norte e do Rio de Janeiro, não estamos apenas expandindo nossa presença, mas também iniciando as parcerias-chave necessárias para tornar a energia eólica offshore uma realidade. Esta indústria é um somatório de múltiplos atores, não apenas desenvolvedores de parques eólicos offshore. Estados e seus constituintes, bem como toda a cadeia de suprimentos, precisam embarcar nesta jornada! Essas colaborações nos ajudarão a alavancar a experiência e os recursos locais necessários para desbloquear oportunidades com sucesso.

Não estamos parando por aí. Temos um acordo assinado com o estado do Rio Grande do Sul que pretendemos aprofundar, e estamos avançando com novas parcerias, que esperamos anunciar nos próximos meses.

O que você espera do mercado brasileiro e quais são os próximos passos?

Embora já estejamos investindo no país, o verdadeiro desbloqueio dos grandes investimentos necessários para a energia eólica offshore depende, em grande parte, da aprovação do arcabouço legal. Não podemos enfatizar o suficiente a importância fundamental deste primeiro passo regulatório. Estamos falando sobre a criação de uma indústria, sobre benefícios socioeconômicos de longo prazo e mitigação das mudanças climáticas. Todos os atores precisam alinhar essa visão comum de longo prazo, e isso começa por estabelecer regras e estruturas estáveis para que possamos lançar os investimentos. Depois disso, os próximos passos são levantamentos e estudos das áreas para garantir que os critérios técnicos e ambientais para que estes sejam atendidos. Isso será multiplicado a partir da exclusividade de desenvolvimento dessas áreas. Isso cabe ao regulador determinar como se envolver nisso.

 

O Brasil tem um longo e muito positivo histórico de políticas energéticas, que resultaram em uma presença bem-sucedida de energia eólica e solar no país. Isso é um sinal positivo para a energia eólica offshore? Quais são as principais diferenças em relação à energia eólica offshore?

É um ótimo sinal! Podemos aproveitar esse histórico positivo e a experiência de todos os atores, desde reguladores até fornecedores e comunidades. Também podemos aprender com isso e trazer nossa expertise e melhores práticas específicas para a energia eólica offshore para este ambiente. De fato, a energia eólica offshore é muito específica, em termos de escala, em termos de expertise necessária: as pás são duas vezes maiores do que as de energia eólica terrestre, há necessidade de cabos submarinos, monopiles, jaquetas, subestações offshore, etc. Isso é o que trazemos para a mesa com mais de 10 anos dedicados a esse setor!

Quando os projetos de energia eólica offshore estarão em operação no Brasil?

Como Ocean Winds, estamos prontos para trazer todas as nossas experiências para o país e aprender com sua própria expertise! Sendo realistas e se continuarmos acelerando como parece agora, poderíamos ter projetos operando a partir da próxima década. Reconhecemos o valor socioeconômico sustentável que estamos criando em outras geografias e sabemos que isso pode ser replicado no Brasil!

* Conteúdo patrocinado produzido pela Ocean Winds