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Uma nova edição do Relatório de Análise de Perturbação (RAP) referente ao apagão de 15 de agosto confirmou o resultado anterior da minuta do RAP, que apontou que a principal causa raiz identificada foi a performance em campo dos equipamentos de controle de tensão de diversas EOLs e UFVs, no perímetro da LT Quixadá-Fortaleza II, no Ceará. Esses dispositivos das usinas deveriam compensar automaticamente a queda de tensão decorrente da abertura da LT, mas o desempenho na hora da ocorrência ficou abaixo do previsto nos modelos matemáticos fornecidos pelos agentes e usados pelo ONS.

Em nota, apontou que caso alguma divergência ainda permaneça, irá apensar as divergências ao documento final, até o dia 17 de outubro, para fins de registro. Esta é a última etapa do processo. A perturbação de agosto de 2023 causou a interrupção de parte do fornecimento de energia no Sistema Interligado Nacional e afetou diversas regiões do país ao derrubar 22 GW de carga.

Segundo o diretor-geral do ONS, Luiz Carlos Ciocchi, a análise técnica da ocorrência foi feita com o compromisso em pensar o futuro. Para ele, há a convicção de que o RAP é um documento que vai trazer importantes desdobramentos para o setor elétrico brasileiro. Estão sendo apontadas recomendações associadas à crescente transformação do setor de energia, em especial aquelas relacionadas à incorporação de fontes renováveis na matriz.

O documento traz as providências a serem tomadas pelos 122 agentes, incluindo os geradores eólicos e fotovoltaicos. Ao todo, foram centenas de apontamentos que os agentes e o Operador terão de implementar até outubro de 2024. As providências vão desde ajustes em proteções, passando por soluções para problemas na comunicação com os agentes no momento da recomposição, até a validação dos modelos matemáticos de todos os geradores eólicos e fotovoltaicos, entre outras.

No RAP também estão elencadas providências que já foram tomadas. Entre elas, está a adaptação da base de dados oficial, pelo Operador, para representar a performance dos referidos parques eólicos e fotovoltaicos tal como observada em campo durante a perturbação, de modo a utilizá-la nos estudos de caráter operativo.

Além disso, o ONS também já elaborou e disponibilizou aos agentes proprietários de usinas eólicas e fotovoltaicas, relatório contendo os requisitos técnicos de Registradores Digitais de Perturbações e para a instalação de Unidades de Medição de Fasores, assim como o guia para validação dos modelos matemáticos. Também foram implementados novos limites de intercâmbios e medidas operativas na região Nordeste, visando garantir a segurança operativa do SIN.