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O líder de Conexão a Redes da Vestas para a América Latina, Vinícius Ribeiro Niedzwiecki avalia que o diagnóstico divulgado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico para o apagão de 15 de agosto servirá para trazer amadurecimento ao setor nos processos de integração das plantas eólicas e solares à rede.

Em entrevista ao CanalEnergia Live desta quarta-feira, o executivo ressaltou que a conclusão do ONS divulgado nesta semana é positivo para o sistema. “Com esse amadurecimento, a gente corrige esse problema que teve de modelo, que causou uma consequência séria, mas é um problema relativamente simples de resolver, não é um problema de tecnologia”, explicou.

Durante a entrevista, Niedzwiecki também elogiou os movimentos que vêm sendo feitos pelo operador desde a minuta do relatório em prol de aprimoramentos. Segundo ele, isso vai reduzir a incerteza que existe hoje no modelo e possibilitará que o ONS tenha mais segurança para estabelecer o seu ponto de operação e reduzir as restrições aplicadas às renováveis. Os agentes também foram chamados a contribuir com sugestões e informações.

A Vestas vem colaborando com o operador e o diretor da fabricante dinamarquesa de aerogeradores lembra que essa é uma característica da companhia, até pela presença global de mercado, em que é uma das líderes. “Seguimos contribuindo e vamos atender todas as novas solicitações que foram impostas pelo ONS aos nossos clientes que chegam até a gente”, avisa. Ele vê espaços para crescimento na regulação técnica.

Durante a entrevista, o diretor rechaçou as discussões acaloradas que se seguiram após a ocorrência em torno da penetração das renováveis na rede brasileira, assim como as avaliações precipitadas momentos após a atuação do Erac sem que houvesse nenhuma informação mais apurada sobre o evento. Ele lembra que o cumprimento das metas de descarbonização exigirá mais dessas fontes em todo mundo. “Precisamos ainda de muita eólica na rede para que a gente atinja as nossas metas de sustentabilidade”, comenta.

O ONS adotou medidas como adaptação da base de dados oficial para representar a performance dos parques eólicos e fotovoltaicos tal como observada em campo durante a perturbação, de modo a utilizá-la nos estudos de caráter operativo. Também foram usados novos limites de intercâmbios e medidas operativas na região Nordeste. Segundo o diretor da Vestas, há um prazo de até 31 de janeiro para que os modelos sejam corrigidos.

O CanalEnergia Live é exibido de segunda à sexta, às 10h, pelas redes sociais do portal. Confira abaixo a entrevista completa.