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Um trabalho iniciado há cinco anos com a finalidade de auxiliar na tomada de decisão e na definição de políticas públicas para a transição energética atinge um novo patamar de maturidade, no momento em que aumenta a cobrança por rapidez na definição de marcos legais e regulatórios sobre o tema. Denominada de Energy Big Push, ou grande impulso para a energia, essa parceria entre o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), a Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) já gerou frutos importantes para o setor, como a plataforma digital inova-e, uma base de dados com indicadores de inovação em energia operada pela EPE.

Informações reunidas nessa base foram utilizadas pelo Conselho Nacional de Política Energética, na elaboração de algumas das resoluções do órgão interministerial coordenado pelo Ministério de Minas e Energia.

Os dados da inova-e sobre investimentos em P&D no Brasil tambem são divulgados pela Agência Internacional de Energia. O país é o único não membro da AIE que tem esse tipo de conteúdo publicado pela instituição.

A plataforma desenvolvida pelo CGEE incorporou recentemente dados de patentes em energia, considerados um indicador importante sobre a evolução e a internalização do conhecimento nos processos industriais no país.

O centro é uma organização privada sem fins lucrativos que procura articular atores importantes na área de pesquisa e inovação para energia, como as agências reguladoras de Energia Elétrica e de Petróleo  (Aneel e ANP), órgãos de fomento federais e estaduais (CNPq, Finep, BNDES, Embrapii, Fapesp etc) e organismos internacionais.

“Já faz tempo que o CGEE trabalha nos temas de energia ou de bioeconomia e outros temas de interesse da sociedade. Agora, esse trabalho específico do Energy Big Push, a gente começou em 2018 com a Cepal e a EPE,” explica Marcelo Poppe, coordenador da entidade. O processo, segundo ele, vem se desenvolvendo em etapas desde então, alcançando atualmente o que a equipe da instituição denomina de Energy Big Push 2.0, que hoje tem o apoio também da Comissão Europeia.

O big push nasceu com a ambição de ser um catalisador, antecipando o debate que se vê atualmente no Brasil sobre temas como descarbonização da economia, transição energética justa e inclusiva, avanço no desenvolvimento de biocombustíveis, ampliação das geração de energia renovável, hidrogênio e eólica offshore. A iniciativa, na realidade, era muito baseada em tendências globais que já vinham ocorrendo, e que tem sido muito valorizadas pelo governo atual, acrescenta o pesquisador.

“O projeto trabalha nesse sentido. De propor um grande impulso para a sustentabilidade, com base nessa transição energética, com o desenvolvimento tecnológico, industrial, criação de empregos, inserção social. Então são todos os aspectos que essa trajetória pode trazer de oportunidades para o Brasil”, resume Poppe.

É um trabalho que tem vocação a ser continuado, em apoio ao processo de decisão dos ministérios de Minas e Energia e da Ciência, Tecnologia e Inovação, principalmente. E sempre com a expectativa de reforço da cooperação internacional para inovação na área de energia.

Ele envolve coleta e processamento de dados, organizados em plataformas disponíveis aos formuladores de políticas públicas, empresários e acadêmicos, para subsidiar a adoção de soluções sustentáveis na questão da energia. Essas soluções estão relacionadas a tecnologia, modelos de negócios e arranjos institucionais que permitam a transição energética.

A partir da análise e interpretação de dados, a entidade também produz estudos utilizando pessoal próprio ou consultorias terceirizadas. Foram feitos, por exemplo, diversos trabalhos na área de biocombustíveis com o BNDES.

“A gente tem um papel importante também aqui, na América Latina, na África e em outras regiões, de levar propostas e soluções que sejam compatíveis com os estágios de desenvolvimento e com a disponibilidade de recursos que os diversos países tem”, afirma o coordenador.

Existe um alinhamento do Energy Big Push com a ciência, tecnologia e inovação no Brasil, mas também  interações com iniciativas internacionais, como a Clean Energy Ministerial, uma instância política de ministros que tem, por sua vez, a Mission Innovation. Ambas lançadas no âmbito da Convenção do Clima da ONU e que, no ano que vem, vão acontecer em Foz do Iguaçu (PR), em uma parceria do governo brasileiro com a Itaipu Binacional.

Outro momento importante para o Energy Big Push é a presidência brasileira do G20 (grupo dos 20 paises mais desenvolvidos), que vai começar em dezembro desse ano.