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A transição energética global para um sistema mais equitativo, seguro e sustentável está avançando, mas perdeu força diante do aumento da incerteza mundial. É o que mostra um relatório do Fórum Econômico Mundial. A publicação aponta que apesar de 107 dos 120 países analisados terem demonstrado avanços em suas trajetórias de transição energética na última década, o ritmo global desse processo desacelerou. E que equilibrar suas diferentes facetas ainda é um desafio significativo.

A entidade diz que a volatilidade econômica, as tensões geopolíticas exacerbadas e as mudanças tecnológicas todas tiveram um impacto, complicando seu ritmo e sua trajetória. No entanto, há motivos para otimismo, com o aumento dos investimentos globais em energias renováveis e o crescimento considerável no desempenho da transição energética na África subsaariana na última década.

Para o chefe do centro de energia e materiais do Fórum, Roberto Bocca, é preciso garantir que a transição energética seja equitativa, tanto dentro quanto entre as economias emergentes e desenvolvidas. Ele ainda destacou que a transformação da forma como produzimos e consumimos energia é crucial para o sucesso.

A Europa continua liderando a classificação do ETI, considerando que os países dessa região lideram as 10 primeiras posições em 2024. A Suécia e a Dinamarca lideram as classificações e têm sido os líderes todos os anos na última década. Em seguida vem a Finlândia, Suíça e França. O relatório mostra que esses países são beneficiados por um forte comprometimento político, investimentos robustos em pesquisa e desenvolvimento, ampla adoção de energia sustentável – acelerada pela situação geopolítica regional, políticas de eficiência energética e precificação de carbono. A França é um novo participante entre os cinco primeiros países, com medidas recentes de eficiência energética que reduziram a intensidade energética no ano passado.

Dentre as economias do G20, a Alemanha está em 11o lugar, o Brasil vem a seguir e o Reino Unido logo em seguida. A China surge apenas na posição 17, duas antes que os Estados Unidos. Constam na lista dos 20 primeiros, estão a França e novos listados Letônia e Chile, que fecha a lista, regiões que foram impulsionadas pelo aumento na capacidade de energia renovável.

O relatório apontou que nos últimos anos, a China e o Brasil demonstraram um avanço significativo, principalmente devido a esforços de longo prazo para aumentar a participação de energia sustentável e melhorar a confiabilidade de suas redes elétricas. O compromisso contínuo do Brasil com a energia hidrelétrica e biocombustíveis, os recentes avanços na energia solar, além das iniciativas voltadas para criar novas oportunidades, têm sido fundamentais para atrair investimentos.

Em 2023, a China também aumentou consideravelmente sua capacidade de energia renovável e continuou a crescer e investir em sua capacidade de fabricação em tecnologias sustentáveis, como baterias para veículos elétricos, painéis solares, turbinas eólicas e outras tecnologias fundamentais. Juntamente com os EUA e a Índia, a China lidera o desenvolvimento de novas soluções e tecnologias energéticas.

Entretanto, a diferença nas pontuações gerais do ETI diminuiu entre economias avançadas e em desenvolvimento, e o “centro de gravidade” da transição está migrando para os países em desenvolvimento. No entanto, o investimento em energia sustentável continua concentrado em economias avançadas e na China. Isso ressalta a importância do suporte financeiro das nações avançadas para facilitar uma transição energética justa em países emergentes e em desenvolvimento, além de políticas progressistas em todas as nações para criar condições de investimento verdadeiramente favoráveis. Como não existe uma solução universal, as políticas poderiam ser adaptadas às necessidades únicas de cada país, com base em fatores como nível de renda, recursos energéticos e necessidades nacionais, além do contexto regional.

Embora o mundo esteja fora da trajetória para alcançar as ambições de emissões líquidas zero até 2050 e manter o aquecimento global abaixo de 1,5 °C, conforme consensuado no Acordo de Paris, houve progresso na eficiência energética e um aumento na adoção de fontes de energia sustentável. A dinâmica da transição energética foi desacelerada por obstáculos na equidade energética, devido ao aumento nos preços da energia nos últimos anos. A segurança energética continua a ser testada por tensões geopolíticas.

Inovação

A inovação é um fator essencial para a transição energética e pode reduzir custos, dimensionar tecnologias essenciais, renovar e requalificar a força de trabalho e atrair investimentos. Apesar da recente redução no progresso da inovação e da queda nos investimentos globais em startups em 2023, a inovação continua a avançar em algumas áreas, de acordo com o novo relatório. As inovações digitais, incluindo a IA generativa, diz o Forum, oferecem oportunidades importantes para reduzir essa disparidade e reinventar a indústria energética, aumentando a produtividade.

A capacidade da IA generativa de analisar grandes volumes de dados pode fornecer previsões e soluções inovadoras ou simplificar as operações existentes para aumentar a eficiência, entre outros benefícios. Ainda assim, para concretizar plenamente esse potencial, será crucial abordar os riscos e desafios inerentes a essas tecnologias com responsabilidade e equidade.