Olá, esse é um conteúdo exclusivo destinado aos nossos assinantes
Para continuar tendo acesso a todos os nossos conteúdos, escolha um dos nossos planos e assine!
Redação
de R$ 47,60
R$
21
,90
Mensais
Notícias abertas CanalEnergia
Newsletter Volts
Notícias fechadas CanalEnergia
Podcast CanalEnergia
Reportagens especiais
Artigos de especialistas
+ Acesso a 5 conteúdos exclusivos do plano PROFISSIONAL por mês
Profissional
R$
82
,70
Mensais
Acesso ILIMITADO a todo conteúdo do CANALENERGIA
Jornalismo, serviço e monitoramento de informações para profissionais exigentes!

Além de aumentar os negócios envolvendo Gás Natural, levando uma comitiva com empresários para estreitar as relações, a viagem do ministro Alexandre Silveira à Bolívia também teve na pauta a UHE Jirau. Foi firmado memorando de entendimento para a modificação da operação daUHE Jirau na Cota 90 m. O acordo visa otimizar a geração de energia da usina a partir da flexibilização da regra operativa, de forma a permitir a continuidade da operação na cota 90 m constante ou ampliada durante o período de estiagem com ganhos energéticos ao Sistema Interligado Nacional.

De acordo com o ministro, o aumento da produção da hidrelétrica será ampliado em 750 MW. Um terço da energia ficaria com o país vizinho e os dois terços restantes com o Brasil. “Fortalece nossa integração energética”, explica. Em janeiro, uma reunião no Brasil com o ministro Franklin Molina Ortiz já tocara nesse assunto.

A UHE Jirau (3.750 MW) fica no estado de Rondônia, que faz fronteira com a Bolívia. O empreendimento está localizado no rio Madeira, que nasce na Bolívia. Com garantia física de 2.211,6 MW med, a usina é a quarta maior do país e a energia produzida é capaz de abastecer 40 milhões de pessoas. Em 2023, Jirau completou dez anos da entrada em operação da primeira unidade geradora. Quando a usina foi inaugurada, havia a intenção de que uma usina binacional fosse construída no estado, em Guajará Mirim, mas não houve mais divulgações sobre esse projeto.

Outro memorando de entendimento assinado pelo ministro na Bolívia prevê a interconexão dos sistemas de transmissão e distribuição de energia . O objetivo da conexão é o de fornecer energia elétrica a localidades no norte da Bolívia que operam como sistemas isolados. Segundo Silveira, a interligação com o Brasil ajudará a descarbonizar a parte da Amazônia entre os dois países, além de dar mais segurança energética aos bolivianos. A interligação será estabelecida entre as subestações Guajará-Mirim (RO) e Guayaramerin (Bolívia) e entre as SEs Epitaciolândia (AC) e Cobija (Bolívia).

Foi assinado ainda um aditivo ao Memorando de Entendimento sobre assuntos energéticos , firmado em 2007 entre o MME e o Ministério de Hidrocarbonetos da Bolívia. Esse visa estimular a integração energética Brasil-Bolívia por meio da utilização da infraestrutura de dutos já existente no transporte de gás para suprir a demanda brasileira. Também estão previstas a avaliação e execução de projetos de exploração por meio de novos operadores na região.

O lítio, em que o país presidido por Luiz Arce tem grandes reservas, não foi o alvo principal das conversas na área de mineração. Segundo Silveira, o Brasil tem reservas no estado de Minas Gerais. O minério alvo de conversas par negócios foi o potássio boliviano, para uso no mercado de fertilizantes.

(Nota da Redação: Matéria ampliada às 18:10 horas do dia 09 de julho de 2024 para inclusão de mais informações divulgadas pelo MME após a publicação da primeira versão)