Governo não está disposto a realizar aporte nas distribuidoras da Eletrobras

Pedrosa afirmou que situação fiscal não permite injetar os recursos que a estatal deseja para sanear concessionárias

O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa reforçou nesta quinta-feira, 7 de julho, que o governo federal não deverá injetar os cerca de R$ 8 bilhões que o conselho de administração da Eletrobrás quer exigir do governo federal. O grupo que comanda a estatal indicou que se não houver esse aporte adicional poderá até mesmo desistir e devolver as concessões de distribuição que detém.

“É direito do conselho, de acordo com o interesse da empresa solicitar o aporte, mas na situação fiscal do país é difícil pensar que vamos mobilizar de R$ 8 bilhões a R$ 10 bilhões para aportar na empresa, há outros mecanismos para isso e temos os nossos como os da 735 que permitem, se for o caso, de não renovar e dar um tratamento mais rápido às concessões”, disse Pedrosa a jornalistas após reunião com agentes do setor em São Paulo.

Pedrosa preferiu não abordar o tema da reorganização da empresa. Esse movimento deverá ser conduzido pelo presidente indicado Wilson Ferreira Júnior. Ele reiterou o que foi dito na semana passada durante o Brasil Solar Power que a companhia será tratada como empresa de mercado onde será separada a atuação do governo como formulador de políticas públicas do empresário que buscará maximizar os resultados.

A expectativa do governo começa pela privatização da Celg-D que, segundo Pedrosa, “deverá ocorrer em alguns dias”. O otimismo do governo vem na esteira do potencial do mercado na área de concessão que será colocada ao mercado, que na avaliação de Pedrosa é atrativo. E aparentemente a entrada de capital chinês na CPFL trouxe mais ânimo de que o leilão poderá ser bem sucedido, pois em suas palavras, oxigena a economia.

E destacou que não importa a origem do capital, que o Brasil já recebeu investimentos externos dos mais diversos países e que o que é realmente importante é a percepção de resultado para os consumidores, até porque o setor elétrico é amplamente regulado.