CTG, Furnas e Cemig visitam UHEs da Cesp que serão relicitadas

Delegação chinesa apresentou o maior número de pessoas e que mais tempo demorou nas usinas de Jupiá e Ilha Solteira

As duas maiores UHEs que serão colocadas em disputa na relicitação do dia 25 de novembro tem atraído grandes empresas que visitaram as centrais. Entre elas estão a China Three Gorges, Furnas e Cemig, revelou o presidente da Cesp, Mauro Arce. Segundo o executivo, a visita mais demorada e com um maior número de pessoas nessas comitivas veio da empresa chinesa.

O executivo comentou que a parceria das duas primeiras empresas citadas poderia ser uma possibilidade já que o próprio presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, já afirmou que as subsidiárias da empresa não entrariam sozinhas no certame. E ainda, que as duas já formaram uma parceria no passado. Contudo, em sua avaliação, não deverá ser visto um grande número de concorrentes para esses dois ativos.

A participação da Cesp nesse leilão parece estar ameaçada, uma vez que a chamada pública feita para atrair investidores para a formação de uma Sociedade de Propósito Específico não resultou em acordos. Inclusive, Arce disse que no caso da estatal paulista de geração, a questão captação de recursos no mercado para o pagamento do bônus de outorga está, segundo suas palavras, “muito complicado”. Isso porque recentemente houve a perda de receita com o final das concessões dessas duas usinas.

“Fizemos uma chamada pública recomendada pela Procuradoria Geral do Estado para formar uma SPE. As empresas brasileiras gostariam de entrar, mas no nosso caso é muito alto o valor [do bônus de outorga]”, disse o presidente da Cesp após sua participação na primeira edição do Encontro dos Altos Executivos do Setor Elétrico (Enaltesse), realizado em São Paulo, pela ABCE.

Essa avaliação de Arce vem depois de conversas que o executivo teve com bancos sobre os valores a serem levantados para o pagamento da outorga ao governo. A empresa, comentou ele, teve reuniões com o Banco do Brasil e negou que exista um pool de bancos que estão dispostos a participar do financiamento às empresas vencedoras do leilão. Contudo, contemporizou ao acrescentar que uma possibilidade é de que o Banco do Brasil possa buscar outras instituições para formar parcerias para esse aporte, mas que do ponto de vista das empresas o acesso aos recursos não seria por meio de um pool.