Redução do valor da bandeira vermelha considera cenários com e sem liminares

Desligamento de térmicas dá um alívio na conta arrecadadora, que tem déficit de R$ 1,25 bilhão

A proposta de redução do valor da bandeira vermelha foi definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica com base em seis cenários, com e sem o impacto das liminares que impedem o pagamento pelos geradores de parte do custo do déficit hídrico. Deficitária em R$ 1,25 bilhão, a conta que centraliza os recursos arrecadados pelo sistema de bandeiras terá agora um alívio, com o desligamento de 21 termelétricas que representam um custo mensal para o sistema de R$ 1,1 bilhão.

Na avaliação do impacto da retirada dessas usinas, a Aneel considerou, além do saldo negativo atual da conta, itens como o custo dos contratos por disponibilidade e do Encargo de Serviços do Sistema; o risco hidrológico das usinas com concessões renovadas e de Itaipu; a exposição involuntária/sobrecontratação e a variação da energia de reserva.

Todas essas variáveis foram aplicadas a três cenários nos quais não se considera o efeito das liminares; e outros três, já com o efeito das decisões judiciais. Em todas as situações, houve simulações considerando apenas as térmicas com Custo Variável Unitário até R$ 600/MWh; aquelas com CVU até R$ 800/MWh e, no terceiro bloco, todas as térmicas. Em todos os cálculos foram levados em conta as variações do Preço de Liquidação das Diferenças, o despacho térmico e o efeito das liminares que limitaram a conta do déficit de geração a 5% da energia contratada de hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia.