Chesf: fornecimento para eletrointensivos como contrapartida à formação de fundo

Proposta elaborada ainda está na Casa Civil para aprovação do governo federal

O fornecimento de energia para eletrointensivos que terão seus contratos de compra de energia com a Chesf encerrados em 30 de junho é a contrapartida para formação de um fundo de investimentos entre a iniciativa privada e a subsidiária da Eletrobras. Os recursos aportados serão utilizados para o desenvolvimento de projetos que levem à instalação de 4 mil MW em capacidade de geração naquela região em um prazo de 10 anos.

De acordo com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, essa é a ideia central da proposta do governo federal e que está na Casa Civil para ser aprovada. A informação foi revelada pelo ministro em entrevista a jornalistas após a sua participação na 12ª edição do Enase, realizado no Rio de Janeiro. Segundo ele, a divulgação da solução que possa promover a contratação de energia a preços competitivos para essas indústrias deverá ser divulgada assim que a proposta for aprovada. 
Nesse contexto estão sete grandes consumidores que terão seu contrato de compra de energia diretamente com a Chesf em volume de cerca de 800 MW médios. De acordo com um desses consumidores, a Ferbasa, na Bahia, cuja demanda soma 200 MW médios, a solução e esperada para o final do mês de maio, data que o ministro não confirmou se será cumprida.