ONS: afluências recuam e custo de operação aumenta 8%

Projeção de carga voltou a subir, a expectativa é de que o consumo fique 2,8% mais elevado quando comparado ao mesmo mês de 2016

A revisão 4 do Programa Mensal de Operação para o mês de setembro apontou uma nova queda nas previsões de afluências para o final desse período. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico, a nova previsão de energia natural afluente no Sudeste/Centro Oeste recuou 1 ponto porcentual, para 66% da média de longo termo ante o previsto na semana anterior. No Sul o índice caiu de 33% para 28% da média histórica. No Nordeste a variação também é de 1 p.p. para 29%. No Norte a previsão de 55% da MLT foi mantida.

A projeção de consumo voltou a subir para o final do mês. A nova expectativa é de um aumento de 2,8% quando comparado ao mesmo período do ano passado. A perspectiva é de encerrar setembro com 65.413 MW médios. Os dois maiores submercados apresentam aumento expressivo na demanda, crescimento de 3,3% no  SE/CO e de 7,6% no Sul. No NE está projetada uma queda de 4% e aumento de 3% no Norte.

Com a nova revisão a expectativa é de que haja um deplecionamento mais acelerado dos reservatórios quando comparado com os índices esperados na semana anterior. No SE/CO a projeção é de encerrar setembro com 24,3%, no Sul em 36,4%, o NE teve uma ligeira elevação de 0,2 p.p., para 8,8% e no Norte 34,8%.

O custo marginal de operação médio voltou a subir essa semana operativa. O valor passou de R$ 672,73/MWh para R$ 725,70/MWh em todos os submercados, um aumento de 7,9%. O valor está equalizado em todos o país. Os patamares de carga pesada e média estão em R$ 737,24/MWh, enquanto  o leve está em R$ 705,45/MWh.

Apesar da elevação do CMO há uma leve queda no volume de despacho térmico previsto para a semana operativa que se inicia neste sábado, 23 de setembro. São previstos 13.824 MW médios, sendo 7.315 MW médios no SE/CO. O maior volume de despacho  está dentro da ordem de mérito com 9.628 MW médios. O restante é por inflexibilidade.  Continua ainda a importação de energia do Uruguai ao montante de 200 MW médios na carga pesada, 400 MW médios na carga média e 550 MW médios na carga média.