Fitch afirma rating da TSLE com perspectiva estável

Rating reflete a relativa baixa complexidade da operação, da manutenção e dos investimentos ao longo da vida do ativo, aliada à natureza estável e previsível das receitas

A agência de classificação de risco Fitch afirmou o Rating Nacional de Longo Prazo ‘AA+(bra)’ (AA mais (bra)) da primeira emissão de debêntures da Transmissora Sul Litorânea de Energia S.A. (TSLE), no montante de R$ 151,3 milhões, com vencimento em 2030 e perspectiva estável.

O rating reflete a relativamente baixa complexidade da operação, da manutenção e dos investimentos ao longo da vida do ativo, aliada à natureza estável e previsível das receitas, baseadas em disponibilidade, bem como as elevadas margens de EBITDA do projeto, de acordo com a metodologia da Fitch. O rating reflete, ainda, o estágio operacional da linha de transmissão, cuja disponibilidade está em torno de 99,6% desde 2016, excluindo eventos relacionados à operação de um síncrono durante a fase de ramp-up do projeto e a um acidente com uma aeronave de pequeno porte.

As premissas dos cenários-base e de rating da Fitch refletem as projeções macroeconômicas do Índice Nacional de Preços ao Consumidor – Amplo (IPCA) e do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), atualizadas conforme o relatório Global Economic Outlook, publicado pela agência em dezembro de 2017. A premissa de TJLP considera a margem de 150 pontos-base acima do IPCA a partir de 2018.

O cenário-base da Fitch considera disponibilidade de 98,5% ao longo do ciclo do projeto e custos e despesas administrativas de BRL15,880/km/ano. Os DSCRs mínimo e médio neste cenário são de 1,31 vez e 1,39 vez, respectivamente. Ainda neste cenário, o Loan to Life Coverage Ratio (LLCR) é de 1,44 vez.

O cenário de rating da Fitch assume as mesmas premissas de inflação do cenário-base, porém com disponibilidade de 97,5% ao longo do ciclo do projeto. Além disso, o O&M e as despesas administrativas são estressados 7,5% acima do projetado, conforme a análise de ROC, e, em 2019, a estimativa é de que haja necessidade de reposição de uma torre de transmissão, a um custo de R$ 2,5 milhões. Os DSCRs mínimo e médio neste cenário são de 1,26 vez e 1,37 vez, respectivamente. Ainda neste cenário, o LLCR é de 1,42 vez.

Até setembro de 2017, a TSLE aferiu RAP bruta – considerando PIS, Cofins, Reserva Global de Reversão (RGR) e investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) – de R$ 89,6 milhões, 7,8% acima do valor recebido no mesmo período de 2016. Até julho de 2017, o projeto registrou disponibilidade em torno de 99,6% no ano.

No acumulado até setembro de 2017, o total de custos e despesas operacionais livres de depreciação — sem considerar encargos regulatórios como RGR, Taxa de Fiscalização (TFSEE) da Aneel e Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) — chegou a R$ 7,5 milhões. Ao final de setembro de 2017, a TSLE apresentava dívida total de R$ 537,7 milhões (R$ 454,8 milhões em setembro de 2016) e posição de caixa de R$ 64,0 milhões (R$ 24,4 milhões no mesmo período do ano passado).