Consumo cresce 2,9% em maio, relata EPE

Mercado cativo apresentou aumento de 1,2% em maio e queda de 3,2% em 12 meses, o consumo livre aumentou 6,5% no mês e 12,5% em 12 meses

O consumo de energia na rede totalizou 39.143 GWh em maio, volume 2,9% superior ao do mesmo mês de 2017. De acordo com dados da Empresa de Pesquisa Energética, publicados na Resenha Mensal, puxaram este resultado as regiões Sudeste com crescimento de 3,8% e a Sul que apresentou aumento de 8,8% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Já no acumulado do ano o crescimento atingiu em maio 1,5%, enquanto que em 12 meses, a expansão foi de 1,4%.

O mercado cativo das distribuidoras apresentou aumento de 1,2% em maio e queda de 3,2% em 12 meses, o consumo livre aumentou 6,5% no mês e 12,5% em 12 meses. O número de unidades consumidoras de eletricidade cresceu 1,8% em maio, em relação a esse mês de 2017.

Na classe industrial, o avanço foi de 3,3%, quinta taxa positiva no ano. Todos os 10 setores que mais demandaram energia elétrica em maio tiveram desempenho positivo, sendo os maiores nos ramos automobilístico (13,4%) e químico (5,4%). Por região geográfica do país, tiveram alta: Sudeste (7,5%), Nordeste (5,4%) e Sul (3,0%); e queda: Norte (19,1%) e Centro-Oeste (1,6%).

O consumo da classe residencial somou 11.229 GWh, crescimento de 2,9%, com destaque para a região Sul com 14,2%, que participou com cerca de 70% no acréscimo de 317 GWh sobre o consumo nacional do mesmo mês no ano passado. A ocorrência de dias com temperaturas altas, pouco comuns nesse período na região, levou ao aumento na demanda de eletricidade para climatização. No Nordeste, o consumo residencial de eletricidade recuou 2,2%, queda de 1% no Norte, de 5,4% no Centro Oeste e de 2,3 no Sudeste.

O volume de eletricidade consumido pelo segmento comercial foi de 7.473 GWh, nível 3,9% superior ao registrado nesse mês em 2017. As condições climáticas impactaram o resultado principalmente na região Sul do país, que liderou a expansão no consumo de eletricidade no mês com alta de 13,7%, considerando-se o ajuste ao calendário de faturamento necessário em apenas um dos estados da região. Na região Sudeste a alta de 2,6%, houve crescimento de 2,4% no Centro-Oeste, leve aumento de 0,1% no Nordeste e queda de 2,5% no Norte.