EPE propõe discussão sobre os impactos dos recursos energéticos distribuídos

Para entidade, o principal desafio para a inserção eficiente de RED no Brasil está relacionado ao modelo de tarifação da energia elétrica atualmente vigente no país

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgou uma nota técnica com objetivo de alertar a sociedade em relação às transformações pelas quais os mercados de energia elétrica do mundo vêm passando e buscar soluções para lidar com elas no Brasil.

Segundo a EPE, os Recursos Energéticos Distribuídos (RED) têm apresentado potencial disruptivo no setor energético mundial, pois altera o fluxo tradicional geração >transmissão> distribuição> consumo. Ao alterar esse fluxo, os REDs introduzem maior incerteza sobre a demanda e a matriz elétrica futura.

Os REDs são definidos como tecnologias de geração e/ou armazenamento de energia elétrica, localizados dentro dos limites da área de uma determinada concessionária de distribuição. Os RED contemplam: geração distribuída; armazenamento de energia; veículos elétricos e estrutura de recarga; eficiência energética; e gerenciamento pelo lado da demanda.

Nos últimos anos, houve uma aceleração da inserção dos REDs em função da redução nos custos de investimentos dessas tecnologias, pela maior disseminação das tecnologias de telecomunicação e pelo papel mais ativo dos consumidores.

Para entidade, o principal desafio para a inserção eficiente de RED no Brasil está relacionado ao modelo de tarifação da energia elétrica atualmente vigente no país. Isto porque tarifas baseada exclusivamente no consumo em kWh, sem granularidade temporal e sem o devido sinal locacional não permitem sinalização econômica para que a inserção dos RED seja adequadamente valorada e revertida em benefícios sistêmicos.

Nesse sentido, para o aproveitamento sustentável das REDs no contexto brasileiro depende de um arranho que produza sinas econômicos adequados. Em termos práticos, a EPE entende que algumas das alternativas para estimular a inserção eficiente dos RED no Brasil, são: i) Tarifas horárias ou sub-horárias; II) Sinal locacional na distribuição; III) Tarifa multipartes para os consumidores.

“As transformações no setor elétrico a partir da inserção em massa de RED irão demandar novas práticas de planejamento da expansão e operação das redes elétricas e da geração de energia. No entanto, ao mesmo tempo que os RED impõem desafios, pode haver diversos benefícios associados à sua integração ao sistema”, destaca a EPE. Clique aqui para ler a íntegra do documento.