CPFL Piratininga estima em R$ 30 mi a perda de ICMS com furtos na Baixada Santista

Distribuidora recuperou 10.735 MWh de energia furtada nos municípios de Santos, Praia Grande, São Vicente, Guarujá e Cubatão durante o primeiro semestre de 2018

A CPFL Piratininga estima que entre janeiro de 2017 e junho de 2018 as cidades de Santos, Praia Grande, São Vicente, Guarujá e Cubatão deixaram de arrecadar R$ 30 milhões em ICMS devido às fraudes e furtos na rede elétrica da região.

O cálculo realizado pela concessionária considerou o volume de energia estimado a ser desviado em fraudes e furtos na região, em torno de 16 mil MWh mensais. Na prática, o dado mostra o impacto social do furto de energia, que diminui a disponibilidade de recursos públicos para investimentos em saúde, segurança e educação.

Os R$ 30,4 milhões que deixaram de entrar nos cofres do governo paulista seriam suficientes para construir 19 creches com capacidade para 150 crianças ou comprar 101 ônibus escolares, por exemplo, segundo dados utilizados por órgãos públicos na área de ensino. Esse valor também permitiria que o poder público alugasse, por um ano, 277 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), conforme a referência de valores do último contrato firmado pela Prefeitura de Santos, no fim do ano passado.

Nos últimos anos, a CPFL Piratininga intensificou a fiscalização contra fraudes e furtos de energia na Baixada Santista. No primeiro semestre de 2018, foram registrados 4.473 casos de irregularidades entre consumidores da região, aumento de 22,6% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Praia Grande foi a cidade com o maior número de irregularidades identificadas, alcançando 1.513 ocorrências entre 5.072 inspeções realizadas, ou seja, um caso a cada três incursões. Em segundo lugar vem Santos, onde a companhia aferiu 1.105 ocorrências de fraudes e furtos após 3.696 inspeções, ou seja, 30% das ações revelaram uma irregularidade.

No primeiro semestre deste ano, a concessionária recuperou um volume de 10.735 MWh de energia furtada na Baixada Santista, alta de 22,6% em frente ao mesmo período de 2017, volume suficiente para abastecer 5.964 famílias compostas por até quatro pessoas pelo período de um ano.

De acordo com a empresa, o resultado é fruto da maior assertividade do trabalho desenvolvido pela Diretoria Comercial do Grupo, que vem adotando novas tecnologias e aplicando mais inteligência em seus processos de monitoramento e análise.

Para o Diretor Comercial da CPFL Energia, Roberto Sartori, os investimentos em inteligência no monitoramento têm sido um grande aliado na identificação das fraudes e furtos de energia nas redes da distribuidora. “A integração com os órgãos públicos e autoridades policiais também tem sido fundamental nessas operações que visam o combate às ligações clandestinas. Todas essas ações possibilitaram a identificação de um número maior de irregularidades na rede em 2018”, afirmou o Sartori.