Energisa analisa se participará do leilão A-6

Expectativa de pouca demanda, preços baixos e competição acirrada colocam participação do grupo como incerta no certame. Empresa também segue avaliando distribuidoras da Eletrobras

O Grupo Energisa está avaliando seu retorno a participação em projetos de geração de energia. A informação foi passada pelo presidente do Grupo, Ricardo Botelho, durante teleconferência com acionistas e analistas na última quinta-feira (9).

Na ocasião, Botelho comentou a possibilidade de participação no leilão A-6, afirmando haver um projeto eólico já delineado há algum tempo pela companhia. No entanto, a expectativa é de que a demanda do leilão seja baixa, fazendo com que a competição fique acirrada e resulte em preços de energia mais baixos.

“Me parece que a demanda será muito fraca nesse leilão, o que pode indicar preços muito depreciados. Ainda estamos analisando se será adequado participar”, declarou o presidente.

Perguntado sobre a atratividade da Energisa pelas distribuidoras da Eletrobras no Norte do país, o executivo disse não acreditar num possível andamento do projeto de lei (PLC 77) antes das eleições, o que deve impedir o leilão das empresas que tem questões ligadas à Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). Ele lembrou também o caso da Ceal, que não tem o empecilho do PLC, mas que possui liminar jurídica que impede a venda do ativo.

“Ambos são impeditivos no momento para o grupo, que continua avaliando e analisando cada ativo da Eletrobras de forma individualizada”, explicou Botelho, afirmando que a empresa não irá apresentar propostas até que ambas questões sejam equacionadas.

Outro tema levantado na teleconferência foi em relação aos índices de controle à inadimplência da empresa, que seguem satisfatórios quando comparado a outras concessionárias do país. Sobre o assunto, a diretoria afirmou que segue firme no combate à prática, efetuando cortes e negociações através de uma análise de dados, que traça estratégias no sentido de determinar o que tem de ser cortado imediatamente e o que pode ser postergado.

“Integramos equipes de negociação comercial com o jurídico e gerenciamento comercial, por exemplo, para ganhar mais velocidade e uma mira mais apurada para implementar nossas ações”, contou o presidente da Energisa Mato-Grosso, Gioreli de Sousa Filho.

Gioreli destacou o sistema de adventos analíticos que a empresa vem empreendendo como piloto numa parte na Paraíba, e que tem planos para expansão para as demais empresas do grupo: “É um projeto interessante porque faz uma avaliação do risco de crédito de cada consumidor e customiza as medidas de maneira a aplicá-las com o menor custo possível”.