Celesc apresenta novo modelo organizacional

As 16 regionais existentes atualmente serão agrupadas em 8 núcleos e 8 unidades. Processo visa dinamizar processos e reforçar macrorregiões para acompanhar crescimento da rede e do mercado consumidor

Após um estudo detalhado sobre a atual estrutura de suas agências regionais em todo o estado, a Celesc reuniu diretores e gerentes na última segunda-feira, 18 de fevereiro, para apresentar seu novo modelo organizacional. As 16 regionais irão permanecer onde estão e a partir de maio haverá um novo enquadramento nas estruturas, que passam a contar com oito núcleos e oito unidades. A nova configuração surge para compatibilizar o porte das unidades administrativas com a respectiva estrutura de sistema elétrico e a dimensão do mercado consumidor.

A atual estrutura das agências foi montada em 2009 e não sofreu alterações desde então. Atualmente o porte e a complexidade do sistema elétrico, em vários casos, não estão mais compatíveis com essa composição. Também há uma assimetria entre as agências, em virtude da expansão da rede elétrica e das unidades consumidoras atendidas, que não ocorreu de forma uniforme em todas as localidades.

Na época a realidade era de 72 mil km de rede de média tensão, 142 mil transformadores e 2,11 milhões de unidades consumidoras em todo o estado. Na última atualização dos dados, em 2018, a realidade era bem diferente: 81 mil km de rede de média tensão, 177 mil transformadores e 3,03 milhões de unidades consumidoras em Santa Catarina. Para o presidente da companhia, Cleicio Poleto Martins, “um modelo de gestão que agregue resultados rapidamente e melhore a eficiência para racionalizar os processos da empresa e manter a concessão é algo urgente”.

Ao agrupar em oito núcleos e oito unidades, a ideia é fortalecer a presença da empresa por meio de polos regionais, tornando os processos internos mais ágeis e dinâmicos, sem gerar custos adicionais, além de uniformizar procedimentos e incrementar melhores práticas operacionais. Os critérios para o enquadramento nas estruturas seguem a quantidade de unidades consumidoras, o sistema elétrico e a localização geoelétrica. A racionalização da estrutura também vem a auxiliar no trabalho para atingir as metas regulatórias com ganho operacional, foco nos indicadores técnicos, comerciais e equilíbrio econômico-financeiro.

Os oito núcleos vão representar as regiões Sul, Leste, Norte, Alto Vale, Meio Oeste, Oeste, Planalto e Grande Capital. As oito unidades estarão em Criciúma, Videira, São Miguel do Oeste, Mafra, Jaraguá do Sul, São Bento do Sul, Rio do Sul e Concórdia.

Na visão do presidente Poleto, a nova estrutura está adequada ao compromisso de gestão da corporação, com foco na eficiência, no respeito aos cidadãos e na gestão técnica. “Os gerentes seguem o perfil técnico e as decisões serão tomadas de forma isonômica, priorizando a necessidade do sistema elétrico, da sociedade e as exigências da Aneel”, reforçou.