Lucro ajustado da Equatorial soma R$ 316 milhões no 2º trimestre

Das quatro distribuidoras do grupo, a companhia registrou ganhos em três, apenas no Piauí houve perdas, de R$ 21 milhões

A Equatorial Energia apresentou um lucro líquido ajustado de R$ 316 milhões no segundo trimestre do ano, um aumento de 118,7% quando comparado com o mesmo período ano passado. No acumulado do ano, o montante é de R$ 436 milhões, aumento de 81,9% ante 2018. O resultado ebitda (antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado dos últimos 12 meses somou R$ 2,8 bilhões, aumento de 56,4%. O ebitda sem ajustes atingiu R$ 982 milhões no trimestre, resultado de  impacto pela prática contábil do IFRIC 15 aplicável aos novos ativos de transmissão e pelo início de consolidação de Alagoas, Piauí e Intesa, o que o que não ocorria no mesmo trimestre do ano passado.
Por concessionária o resultado líquido trimestral foi de lucro de R$ 142 milhões no Maranhão, de R$ 116 milhões no Pará, R$ 8 milhões em Alagoas e prejuízo de R$ 21 milhões no Piauí.
A receita operacional líquida da empresa aumentou 87,1% no segundo trimestre deste ano quando comparado a 2018, alcançando R$ 4,4 bilhões já no acumulado do ano esse montante aumentou 63%, para R$ 7,7 bilhões.
O volume total de energia distribuída atingiu 5.181 GWh, com queda consolidada de 4,4% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Este resultado, explicou a empresa, foi negativamente influenciado pelo ajuste de faturamento em Alagoas e se não houvesse tal ajuste, o volume faturado consolidado teria crescido 0,3% no trimestre. No acumulado do ano, a energia distribuída somou 10.437 GWh, queda de 2,6% ante janeiro a junho de 2018.
A demanda caiu em todas as classes de consumo na base trimestral quando analisados os dados do ACR, cuja retração ficou em 6,7%, quedas de 8,6% na classe residencial, de 10,3% na industrial e de 5,3% na comercial. Já na base semestral os indicadores continuam no campo negativo em 5,4%, 11,9% e 4,3%, respectivamente. No mercado livre, contudo, o sinal é invertido com crescimento de 11,1% para a indústria e de 25,6% no comércio para o período de abril a junho e expansão de 14,4% e de 19,6%, respectivamente, na base semestral.
Em termos de perdas totais apenas a concessionária do Maranhão está dentro do limite regulatório da Aneel, as demais estão com indicadores acima desse limite. A mesma situação é encontrada quando se coloca uma lupa sobre os dados de perdas não técnicas na baixa tensão, nesse caso o destaque está na concessão de Alagoas, cujo limite é de 22% e o indicador apurado ficou em 51,6%.
A empresa explicou que as perdas de energia para a Equatorial Maranhão e Pará continuam sendo impactadas pela revisão da política de combate que tornou-se mais conservadora, integrada com a política de arrecadação. No Piauí, ainda não houve o início de um programa de combate às perdas mais estruturado, mas algumas ações já estão sendo executadas e resultaram numa queda de 0,4 p.p. nas perdas totais no trimestre. Em Alagoas, o percentual de perdas é negativamente impactado neste trimestre pelo ajuste relativo ao processo de faturamento, o que acaba reduzindo o volume faturado no trimestre e aumentando significativamente o volume de perdas, no segundo trimestre do ano passado os desvios de energia registraram um índice de 28,9%.

Já quanto ao DEC as concessões mais antigas da Equatorial estão dentro do limite regulatório. No Piauí e Maranhão estão acima. Quanto ao FEC todas as concessões estão dentro do limite estabelecido pela agência reguladora.

No trimestre os investimentos consolidados da Equatorial (incluindo o segmento de Transmissão, Piauí e Alagoas) totalizaram R$ 1,3 bilhão, 192% a mais do que os investimentos realizados no mesmo período anterior. A empresa explicou que esse é o impacto do crescimento nos desembolsos dos projetos de transmissão, que apenas neste período totalizaram R$ 687 milhões, e ainda, pelo início da consolidação dos números de Piauí e Alagoas.
Com isso, a dívida líquida da companhia era de R$ 9,9 bilhões ao fechamento do primeiro semestre do ano, aumento de 194,8% quando comparado ao encerramento de junho de 2018. A relação entre a dívida líquida e o ebitda aumentou para 3,6 vezes ante o indicador de 1,9 vez que a empresa registrava em 2018.