Abradee apresentará a GD 2.0 ao MME na próxima sexta-feira

Entidade terá encontro com ministro para entregar proposta de novo marco regulatório do prosumidor

A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica apresentará ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, o que chama de novo marco regulatório do Prosumidor ou a GD 2.0. O encontro ocorrerá na próxima sexta-feira, 1º de novembro. O diretor da entidade, Marco Delgado, não deu detalhes do que estará no documento, mas comentou que a modalidade que está em uma ampla campanha para manter seus subsídios já encontrou seu caminho para ser sustentável.

E, por isso, defende que a regra para a geração distribuída, que está em audiência pública na Aneel seja efetivada. A entidade ainda não fechou a sua contribuição para o tema, mas cálculos preliminares apontam que a taxa interna de retorno com a nova metodologia e os novos gatilhos deve manter a atratividade para a modalidade, uma vez que está em no mínimo 15% para a GD local.

“Vai diminuir a rentabilidade, mas não se tornará inviável, afinal, com TIR de 15%, quem trabalha com isso sabe que é favorável. Não temos dúvida que a GD continuará crescendo de forma sustentável sim. Não será mais exponencial, mas será sustentável e sem impactos colaterais para os outros consumidores”, afirmou o executivo após sua participação no XXV Simpósio Jurídico da ABCE.

Delgado considera que as informações que estão sendo divulgadas na grande mídia estão distorcidas da realidade e com discussões rasas e superficiais. Ele defende um debate mais técnico sobre o tema que é extremamente complexo e que por isso não permite uma simplificação do debate. Para ele, esse é o desafio, tornar essas questões complexas em uma comunicação mais direta e compreensível para o grande público.

A entidade reconhece que a concessão de incentivos para a modalidade nos últimos sete anos foi importante para que o segmento tivesse ganho de escala e ganhasse competitividade. “Antes tínhamos poucos fornecedores e hoje tem mais de sete mil. Aquele subsídio foi importante para dar a partida naquela indústria e hoje já não é mais necessário. A manutenção deste subsídio vai onerar os demais consumidores ao pesar na tarifa de distribuição e encargos se continuar da forma que está”, afirmou.