Petrobras avaliará futuro investimento em solar e eólica

Conselho da empresa aprovou Plano Estratégico para o período 2020 a 2024 quando está previsto aportes de US$ 75,7 bilhões

O conselho de administração da Petrobras aprovou o Plano Estratégico para o quinquênio 2020-2024. Em reunião realizada na quarta-feira, 27 de novembro, o grupo determinou que o aporte nesses cinco anos somará US$ 75,7 bilhões, sendo que 85% estarão alocados no segmento de exploração e produção, principalmente no pré-sal.  Dentre novos caminhos, a empresa aponta que atuará em pesquisas buscando adquirir competências para um eventual posicionamento no longo prazo em energia eólica e solar.
Em Fato Relevante publicado, a empresa explica que “o Plano Estratégico traz uma agenda transformacional, que visa à eliminação do gap de performance que nos separa das melhores empresas globais de petróleo e gás, criando substancial valor para nossos acionistas”.
Os desinvestimentos previstos no plano variam entre US$ 20 a 30 bilhões para o período, sendo a maior concentração nos anos de 2020 e 2021.
A curva de produção de óleo e gás estimada no período 2020-2024 indica um crescimento, ao longo desse período, está prevista a entrada em operação de 13 novos sistemas de produção, sendo todos alocados em projetos em águas profundas e ultra profundas. A estimativa é de que ao final de 2024 a produção total de óleo e gás chegue a um patamar de 3,5 milhões de barris de óleo equivalente ao dia.
A companhia informou que decidiu apresentar uma visão de produção comercial, a fim de representar o impacto econômico da produção nos resultados da companhia, deduzindo da sua produção de gás natural os volumes de gás reinjetados nos reservatórios, consumidos em instalações do E&P e queimados nos processos produtivos.  Além disso, a curva de produção não contempla desinvestimentos, com exceção de cerca de 100 mboed, relativos aos campos na Nigéria e de Tartaruga Verde, cujas transações já foram assinadas e os fechamentos estão próximos de ocorrer.
O plano, ressaltou a empresa, segue os cinco pilares estratégicos, que são: a maximização do retorno sobre o capital empregado, a redução do custo de capital, a busca contínua por custos baixos, meritocracia e o respeito às pessoas, meio ambiente e segurança.
No plano decidiu incorporar a ferramenta de gestão EVA® (Economic Value Added). O indicador, apontou, representa o início de uma avaliação de desempenho que tem como foco a geração de valor, transformando a cultura da companhia através de incentivos claros aos gestores e profissionais.
Dentre as metas estão ser uma companhia com retorno operacional superior ao seu custo de capital, posicionada em ativos de classe mundial, com operação focada em óleo e gás, avançando na exploração e na produção do pré-sal brasileiro, um parque de refino eficiente, com capacidade para processar 1,1 milhão de bpd.