CCEE: consumo recua 4,3% em janeiro

Geração também teve queda, ficando 3,9% abaixo do produzido em janeiro de 2019

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica divulgou o balanço de geração e consumo de energia referente a janeiro de 2020. Segundo o levantamento preliminar, feitos entre 1º e 31 de janeiro, o consumo registrou queda de 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando 64.962 MW médios. Os dados constam do boletim InfoMercado Quinzenal publicado no site da instituição.

O Ambiente de Contratação Regulada apresentou retração no consumo de 5,7% em relação a janeiro de 2019, considerando a mudança de clientes cativos para o Ambiente de Contratação Livre. Excluindo o impacto das migrações, o ACR registraria diminuição de 3,9%. O mercado livre teve queda de 0,5% no consumo em relação ao mesmo período do ano passado. Eliminando o impacto da migração de novas cargas, essa redução seria de 5,2% na mesma comparação.

Os consumidores livres apresentaram retração de 1,5%, já os especiais aumentaram em 15,1%, influenciados pela migração. Suprimindo tal efeito, observa-se queda de 3,8% para os livres e queda de 3,0% para os especiais. Os autoprodutores diminuíram seu consumo em 16,1%. Os segmentos que registraram maior recuo de consumo, considerando autoprodutores, comercializadores varejistas, consumidores livres e especiais, foram: extração de minerais metálicos, com queda de 22,3%, madeira, papel e celulose, com recuo de 6,3% e químicos, com baixa de 5,5%, mesmo com a migração dos consumidores para o mercado livre. Ao excluirmos essa mudança para o ACL, foi verificado queda na maior parte dos segmentos e destacamos a diminuição dos ramos: extração de minerais metálicos, com redução de 23,4%, químicos, com recuo de 9,7% e madeira, papel e celulose, que caiu 8% e serviços, com diminuição de 7,1%.

A geração de energia elétrica também apresentou queda em janeiro de 2020 em relação ao mesmo período do ano passado, somando 68.411 MW med, resultado 3,9% abaixo dos 72.213 MW med de 2019. As usinas a gás natural, carvão mineral e fotovoltaica apresentaram aumento de 104,7%, 306,3% e 7,1%, respectivamente. Já as hidráulicas e eólicas registraram redução na geração de 10,3% e 35,1%, respectivamente.