S&P atribui ratings de distribuidoras da Equatorial com perspectiva estável

Subsidiárias no Pará, Maranhão e suas respectivas emissões e notas promissórias foram classificadas em ‘brAAA’, enquanto Alagoas ficou com ‘brAA’

A agência de classificação de risco S&P Global Ratings atribuiu os ratings ‘brAAA’ para as subsidiárias do Grupo Equatorial Energia no Pará e no Maranhão, envolvendo também a emissão de debêntures e notas promissórias. A distribuidora no Alagoas, por sua vez, recebeu a classificação ‘brAA’. Todas as avaliações indicaram perspectivas estáveis.

Na análise da companhia paraense, a expectativa da S&P é de que a mesma sustentará sua estável geração de caixa operacional e métricas de crédito conservadoras, mantendo-se como um ativo essencial para o controlador. Os investimentos devem seguir para melhoria na eficiência operacional, visando sustentar sua geração de caixa sólida e alavancagem confortável, com um índice de dívida líquida sobre EBITDA ajustado abaixo de 2,5x. O rating também foi reafirmado para a 3ª e 5ª emissões de debêntures da companhia.

Já a Equatorial Maranhão deve manter-se como principal distribuidora do grupo em termos de geração de caixa, continuando com elevada eficiência operacional e baixa necessidade de aportes. Com um índice de dívida líquida sobre EBITDA ajustado consistentemente abaixo de 2,0x, a distribuidora deve ainda contribuir com o atual ciclo de expansão da holding, que até o final de 2022 terá consumido cerca de R$ 7,0 bilhões.

Os ratings das notas promissórias e às 4ª, 7ª e 8ª emissões de debêntures, todas senior unsecured, no mesmo nível do rating corporativo, reflete o entendimento da agência de que essas dívidas estão no nível operacional, não havendo portanto subordinação estrutural a outras entidades, além de contar com poucas obrigações com garantia real em sua estrutura de capital.

Quanto à subsidiária alagoana, a avaliação indica que a empresa deve seguir se beneficiando do suporte do controlador, no intuito de avançar em seu processo de turn-around operacional, melhorando assim tanto a qualidade do serviço prestado como suas métricas de crédito, que podem convergir no longo prazo para os níveis apresentados pelas concessões mais maduras do grupo, como no Maranhão e Pará.