Tarifas da CPFL Santa Cruz terão aumento médio de 0,20%

Apesar da variação da energia de Itaipu, outros fatores contribuíram para o baixo impacto do reajuste anual da distribuidora

A CPFL Santa Cruz terá aumento médio de tarifas de 0,20%, com efeito médio de 1,14% para os consumidores atendidos alta tensão e de ‐0,32% para os conectados na baixa tensão. O reajuste aprovado nesta terça-feira, 17 de março, vai vigorar a partir do próximo domingo, 22.

O custo de aquisição de energia teve participação de 2,53% no índice da distribuidora, refletindo o aumento em torno de 20% da energia de Itaipu, que é cotada em dólar; a variação do preço dos contratos de energia nova por disponibilidade; o aumento do valor dos contratos bilaterais e o fim de contratos de energia existente, que amenizou o custo.

O impacto final também é decorrente do aumento de 1,84% nos custos de transmissão e da redução de 0,89% nos encargos setoriais e de 0,27 no custo de distribuição. Foram incluídos ainda na tarifa dos próximos 12 meses 7,51% em componentes financeiros resultantes da variação de custos e retirados 10,51% em financeiros que foram pagos pelos consumidores no último ano.

A Santa Cruz é uma empresa resultante do agrupamento, em 2018, de cinco áreas de concessão da CPFL no interior de São Paulo. A fusão envolveu as distribuidoras CPFL Mococa, CPFL Leste Paulista, CPFL Sul Paulista, CPFL Jaguari e CPFL Santa Cruz, que foram reunidas em um só contrato de concessão. Com sede em Jaguariúna, a empresa atende cerca de 460 mil unidades consumidoras em 39 municípios paulistas, três do Paraná e três de Minas Gerais, e tem faturamento anual da ordem de R$ 1,1 bilhão.