RGE aplicou R$ 884 milhões no sistema elétrico do RS em 2019

Foco da distribuidora recai na qualidade dos serviços e no atendimento aos clientes através da inovação

A RGE investiu um total de R$ 884 milhões em obras de ampliação, melhoria e modernização da rede elétrica durante 2019, valor 13,4% superior ao aplicado no mesmo período do ano anterior. Ainda que o cenário atual se mostre com desaceleração da economia e do comércio mundiais, a concessionária empreendeu importantes entregas para o Estado, somando nove iniciativas que visam à expansão e redimensionamento do sistema para atendimento ao crescimento de carga do mercado de alta tensão.

Os projetos contaram com R$ 113 milhões, sendo duas novas subestações, Uruguaiana 8 e Passo do Sobrado, ampliações nas SEs Venâncio Aires 2 e Rosário do Sul, além de 90,1 km de linhas de distribuição Guarita -Tenente Portela; Gravataí 3-Gravataí 1; e Santa Rosa 1-Três de Maio. Ao todo foram cerca de 310 mil clientes de 35 municípios contemplados pelos investimentos. Outro movimento relevante foi a execução de 143 obras nas redes, através de construções como a segunda fonte de alimentação, que angariou R$ 28,7 milhões.

Quanto a inspeção e manutenção do sistema, a distribuidora contabilizou mais de 20 mil Km da malha reformada e 88 mil postes substituídos, parte do Plano de Manutenção e Expansão do Sistema Elétrico, executado de maneira contínua em toda a área de concessão da empresa.

Inteligência artificial e digitalização do atendimento

Ao longo do ano foram instalados 537 religadores automáticos, que representam um acréscimo significativo em termos tecnológicos para as redes de distribuição. Trata-se de equipamentos operados à distância, pelo Centro de Operações da RGE, que auxiliam no restabelecimento rápido da energia quando a interrupção ocorre sem danos físicos à rede, como, por exemplo, em caso de descargas atmosféricas.

Já em relação às intempéries, destaca-se um projeto que auxilia na tomada de decisões diante dos temporais, e que foi premiado nacionalmente em 2019 pela Revista Project Design Management. Desenvolvido nos últimos dois anos por engenheiros da CPFL Energia em parceira com o Climatempo, o WeTs (Weather Translator System), que significa Sistema de Tradução da Previsão do Tempo, é capaz de projetar as condições climáticas nas áreas de concessão das distribuidoras do Grupo por meio da inteligência artificial, possibilitando a otimização e a alocação das equipes para os atendimentos de falta de energia, promovendo um restabelecimento mais rápido do serviço para o cliente.

Quanto à digitalização, a área recebeu R$ 17 milhões em recursos nos últimos três anos, representando atualmente 75% no atendimento aos clientes. Com 479.363 cadastros de Contas Ativas, 16,60% dos clientes da companhia recebem suas contas mensais através do e-mail, o que significa 21,84% das faturas por e-mail cadastradas e ativas no Grupo CPFL. As plataformas digitais de contato garantem comodidade aos clientes, disponibilizando de forma virtual 30 serviços e procedimentos que antes exigiam o comparecimento nas agências ou eram limitados às ligações para o 0800.

A RGE também desembolsou R$ 72 milhões nos últimos três anos para renovação de 66% da sua frota de veículos. Somente em 2019 foram 292 carros substituídos, contribuindo para a redução da idade média da frota e proporcionando melhor desempenho para as equipes.

Para o diretor-presidente da RGE, Marco Antonio Villela de Abreu, os aportes realizados pela distribuidora representam um reflexo do compromisso do Grupo CPFL em levar aos seus clientes uma rede de distribuição cada vez mais robusta e moderna. “Todo investimento realizado no ano passado faz parte de um forte plano estratégico com o objetivo de ampliar, a cada dia, a qualidade do fornecimento de energia”, destaca enfatizando os recursos empregados em componentes tecnológicos.

“Nossas ações buscam a interligação entre as diferentes redes de distribuição de energia e a criação de novas fontes que possam abastecer os clientes. Equipamentos operados à distância através de sinal de dados, como os religadores automáticos, fazem parte deste conjunto de ações de maneira essencial”, finaliza o executivo.