Bolt realiza operação de R$ 204 milhões com FDIC para viabilizar contrato no ACL

Operação é para viabilizar 28 MW med de eólica na Bahia

A Bolt Energy anunciou que junto com a VIX realizou a primeira operação estruturada do Fundo de Investimento em Direitos Creditórios do Grupo Máxima, envolvendo R$ 204 milhões. A operação viabilizou a expansão de 28 MW med de um parque eólico na Bahia destinado ao mercado livre. O contrato é de dez anos. De acordo com o CEO da Bolt, Gustavo Ayala, o FDIC é uma novidade no mercado e vem como mais uma ferramenta para ajudar na expansão do ACL. “O mercado de comercialização está se aproximando do mercado financeiro, é uma operação do mercado livre sendo lastreada pelo mercado financeiro” explica.

O FDIC é um tipo de fundo que destina parcela acima de 50% do seu patrimônio líquido para aplicações em direitos creditórios. Ele é uma forma de investimento em renda fixa, como uma espécie de condomínio aberto, em que os cotistas pedem o resgate das suas partes de acordo com as regra do fundo. No FDIC, o dono da cota do fundo tem o seu capital atrelado a créditos que uma empresa tem a receber. Segundo Ayala, os bancos muitas vezes têm certa dificuldade em entender completamente as operações estruturadas de energia, o que dá vantagem para o FDIC. Por outro lado, ele conta que a queda na taxa de muros faz com que o crédito fique barato, o que possibilita financiar a expansão no ACL. “É basicamente também uma questão de taxa”, explica.

O executivo também elogiou as aprovações dos PLS de modernização e do GSF no senado. Ele classifica a solução do GSF como a melhor saída para viabilizar a comercialização de energia no Brasil. Para Ayala, caso isso seja resolvido, o mercado volta à normalidade, já que spread volta ao seu estado normal, sendo positivo. “Saneia todo o medo de não receber na CCEE, as empresas voltam a receber”, observa.

Ele vê o fim dos subsídios para eólicas previsto com natural, já que a fonte já caminha sozinha, vem obtendo bons resultados e sendo comercializada com preços competitivos. “No longo prazo, temos a confiança que tendo um sinal econômico adequado, vai ser melhor para todo mundo”, conclui.