Energisa reporta aumento de consumo de 0,9% até abril

Somente no mês de abril houve queda de demanda em todas as 11 distribuidoras do grupo na comparação com o mesmo período do ano passado

O consumo consolidado de energia elétrica, cativo e livre de energia na área de concessão da Energisa ficou em 2.870,6 GWh, redução de 3,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Considerando o fornecimento não faturado, o volume registrado no mês apresentou redução de 7%, representado por um consumo de 2.778,2 GWh, contra 2.987,5 GWh em abril de 2019.
De acordo com o boletim de investidores da empresa, esse desempenho está diretamente relacionado ao arrefecimento da atividade econômica, devido à intensificação das medidas de isolamento social para conter o avanço da pandemia, que inevitavelmente resultou em redução de consumo e paralisação de algumas atividades.

Somente em abril a demanda em todas as 11 distribuidoras do grupo recuou. Considerando ACR, ACL e não faturado a queda mais expressiva foi verificada em Sergipe com 17,4% a menos do que no mesmo mês do ano passado. Em Minas Gerais a redução ficou em 13,9%.
No acumulado dos quatro primeiros meses do ano o consumo somou 12.123,7 GWh, aumento de 0,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Considerando o fornecimento não faturado, o volume passa para 12.057,6 GWh, o que significa um aumento de 0,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. A classe residencial apresentou o maior crescimento, com 6,1% de expansão, ou 273 GWh. A rural teve indicador mais elevado, 6,7%, mas em volume de energia ficou em 72,8 GWh.
As demais classes registraram queda de consumo frente ao mesmo período de 2019. Na industrial o recuou ficou em 5,1%, sendo retração de 13,1% no cativo e de 1% no livre. Já a comercial apresentou demanda 3,8% menor, sendo queda de 5,3% no ACR e aumento de 8,8% no ACL.
No ano a energia associada aos consumidores livres apresentou expansão de 1,6% e somente as vendas no ACR ficaram 0,8% mais elevadas no primeiro quadrimestre.
Por distribuidora, não há sinal único de desempenho. Na região Sul-Sudeste todas apresentam redução, enquanto isso no Centro-Oeste o sinal é positivo. A maior retração foi reportada na EMG com 6,8% e a maior elevação de 6,1% no Acre.