ONS: CMO cai para R$ 81,88/ MWh em todos os submercados

Previsão de redução na carga deve ser de 0,3% em julho. Sudeste deve operar com 84% da MLT na próxima semana

A revisão semanal do Programa Mensal de Operação do Operador Nacional do Sistema Elétrico, referente à semana operativa de 4 a 10 de julho demonstra que a média semanal do Custo Marginal da Operação caiu em todos os subsistemas, diferente da semana anterior, quando todas as regiões registraram queda, com exceção do Norte, que teve uma pequena variação positiva, de 1,05%. Para a próxima semana, todas as quatro regiões terão CMO igual: R$ 81,88/MWh.

Com isso, os subsistemas SE/CO e Sul foram os que apresentaram maiores quedas, registrando um valor 13,7% menor, saindo de R$ 94,47/MWh para R$ 81,88/MWh; o Norte, com redução de 11,9%, e o Nordeste com menos 7,6%. A atualização da previsão de vazões foi o principal fator a influenciar na redução do CMO, em todos os subsistemas, em relação ao período anterior.

Pela previsão, o recuo da carga de julho no Sistema Interligado Nacional, se comparado com o mesmo mês do ano anterior, deve ser de 0,3%, contra os 0,4% apontados na semana passada. Pela segunda vez, desde que começou a pandemia em março, a previsão de redução é discreta. O consumo de energia nas regiões Sul e Sudeste ainda deverá ser menor na próxima semana. A primeira com recuo de 2,9%, com 10.673 MW médios, e a segunda registrando queda de 0,3% e 36.369 MW médios. As estimativas para o Nordeste e o Norte são positivas. Nestas regiões, as cargas estimadas devem ter um incremento de 1,6% e 10.327MW médios e 1,4% e 5.511MW médios, respectivamente.

A previsão de ocorrência de afluências abaixo da média histórica para os subsistemas Sudeste, Sul e Nordeste e acima média para o subsistema Norte em julho é mantida. Para a próxima semana, os valores esperados são de 103% da MLT para a região Norte; seguida do Sudeste com 84%; Sul com 80% e Nordeste com 68%. As previsões de carga consolidadas para o mês de julho já apresentam uma suave elevação como reflexo da flexibilização das medidas restritivas, como a abertura de alguns setores da indústria e comercio, porém, ainda num patamar bastante inferior ao que vinha sendo observado antes do início das medidas de isolamento social, necessárias para combater a disseminação do coronavírus.