Fitch afirma rating ‘AA(bra)’ da Omega e retira observação negativa

Expectativa da agência é de aprimoramento do perfil financeiro do grupo nos próximos anos, com alavancagem líquida inferior 4,5 vezes a partir de 2021

A agência de classificação de risco Fitch Ratings afirmou o Rating Nacional de Longo Prazo ‘AA(bra)’ da Omega Geração e de sua primeira emissão de debêntures no montante de R$ 810 milhões, removendo ao mesmo tempo a Observação Negativa de ambas avaliações e atribuindo Perspectiva Estável ao rating corporativo.

A retirada reflete a visão da agência de preservação do perfil financeiro da empresa mesmo em cenário que contempla duas potenciais aquisições, das ações da Eletrobras no Complexo Eólico Chuí (RS) e 50% dos papéis da EDF Renewables no Complexo Ventos da Bahia (VDB), o que será possível devido a R$ 879 milhões líquidos levantados em setembro, que suportam cerca de 90% do desembolso, previsto para o final do ano.

Descontadas do saldo levantado com o aumento de capital, as compras trarão um aumento de dívida líquida de R$ 1,3 bilhão e de EBITDA de R$ 290 milhões, representando 35% e 52% de elevação frente os valores de junho de 2020. Do ponto de vista operacional, a Fitch considera o movimento positivo pela contribuição para a diversificação no número de ativos e de localidades, bem como pelo aumento da escala de seus negócios, representando incremento de 49% em sua capacidade instalada atual, de 1.195 MW.

A Perspectiva Estável do rating corporativo reflete a expectativa de aprimoramento do perfil financeiro do grupo nos próximos anos, com manutenção de sólida posição de liquidez e migração da alavancagem financeira para níveis mais condizentes com a atual classificação. A dívida da holding é subordinada à dos projetos, todos com estruturas de project finance, que limitam o fluxo de dividendos de acordo com o cumprimento de índices financeiros.

A agência ainda reiterou que não incorpora aquisições futuras de novos empreendimentos em seu cenário-base, além das que já possuem propostas vinculantes e estão em andamento, o que, aliado à robusta geração de fluxo de caixa livre (FCF), permitirá que a Omega atinja alavancagem líquida, medida por dívida líquida / EBITDA, a níveis inferiores a 4,5 vezes a partir de 2021.