Energia distribuída pela EDP tem recuo de 3,5% no 3º trimestre

No acumulado do ano, queda chega a 6,38%

O volume de energia distribuído pera EDP teve redução de 3,5% no terceiro trimestre, com baixa de 3,4% na EDP São Paulo e de queda de 3,6% na EDP Espírito Santo. No acumulado, o volume de energia distribuída reduziu 6,8%, com baixas de 5,5% na EDP SP e 8,7% na EDP ES.

De acordo com a EDP, o consumo é resultante dos impactos da pandemia do novo coronavírus refletindo as medidas de prevenção e de distanciamento social que atingiram o país, e que resultaram na contração da produção industrial, na redução da atividade comercial e no aumento do desemprego. Mesmo assim, já é possível verificar uma retomada do consumo na comparação ao primeiro semestre, resultante da reabertura gradativa do comércio e da indústria.

Na EDP São Paulo, houve redução de 3,4% e de 5,5%, no trimestre e no acumulado de nove meses, respectivamente, decorrente dos efeitos das medidas de prevenção e isolamento social para evitar a propagação do vírus. No segmento residencial: o avanço de 8% no trimestre e de 4,6% no acumulado, refletem as temperaturas mais elevadas de setembro, e o aumento no número de clientes. As medidas de isolamento social influenciaram a população à se manterem em suas casas, resultando em aumento de consumo da classe.

Na classe industrial, a redução ficou em 6,1 % e de 8,4%, respectivamente, refletindo  a desaceleração da atividade econômica. O trimestre apresentou menor retração frente ao segundo trimestre deste ano, sendo já possível perceber uma retomada gradual da indústria. No acumulado, os setores mais afetados foram da indústria automotiva e de metalurgia. O consumo comercial teve redução de 12,4% no trimestre e de 13% no acumulado, refletindo as medidas de flexibilização. No segmento rural, houve redução de 20% e de 24,0%, no trimestre e no acumulado, respectivamente, devido a reclassificação de clientes.

Na EDP Espírito Santo, houve redução de 3,6% no trimestre e de 8,7%, no acumulado de nove meses, também decorrente dos impactos da pandemia, apesar da flexibilização das medidas de isolamento que contribuíram para uma melhora do consumo. No segmento residencial, o aumento fico em 9% no trimestre, devido ao aumento no número de clientes, do maior número de dias médios faturados na baixa tensão. As pessoas em casa pelo isolamento social também resultou no aumento do consumo da classe. No acumulado, a redução de 0,5% reflete o impacto negativo das temperaturas mais amenas.

Na classe industrial, a redução chegou a 8,8% e 12,5%, no trimestre e no acumulado, respectivamente. o resultado reflete a redução do consumo da Vale, em função dos desdobramentos ocorridos com a paralisação de suas atividades em Brumadinho-MG, minimizados pela variação no consumo de clientes de autoprodução. Sem isso, os efeitos teriam sido de aumento de 1,7%, no trimestre e de queda de 1,4%, no acumulado. No consumo comercial, a queda de 9% no trimestre e de 1,6% no acumulado do ano também vem do isolamento, apesar da flexibilização e reabertura gradual do comércio. No trimestre, o maior número de dias médios faturados na baixa tensão e na alta tensão impactaram positivamente.

O consumo rural da distribuidora aumentou em 4,1% no trimestre também devido ao maior número de dias médios faturados na baixa e alta tensão. No acumulado, a redução de 6,8% é decorrente do maior volume de precipitação, que resultou na redução do consumo de energia elétrica para irrigação.

O volume de energia comercializada totalizou 6.408 GWh no trimestre, um aumento de 5,9%, decorrente da flexibilização das atividades comerciais após a intensificação da pandemia que marcou o trimestre anterior, elevando o número de operações entre os agentes de mercado. Também foram realizadas operações de compra para recomposição do lastro de energia, contribuindo para o aumento do volume de energia comercializada. No acumulado, o volume de energia totalizou 20.703 GWh, aumento de 58,9%, reflexo da comercialização do produto “venda de lastro”.

O trimestre da geração hídrica teve redução de 42,6%, devido ao menor volume de energia vendida em Lajeado e na Energest, decorrente do menor volume de contratos bilaterais estabelecidos no período. No acumulado, o volume de energia, considerando as empresas consolidadas, chegou a 4.938 GWh, com redução de 29,1%, conforme os efeitos já mencionados, assim como do menor volume de energia vendida em Enerpeixe, devido ao término de contratos bilaterais de longo prazo. O GSF médio no trimestre é de 66%, enquanto no acumulado do ano é de 84,5%. Na geração térmica, a usina foi despachada apenas 3 dias, devido à queda de demanda e desaquecimento da economia. Na comercialização.