Demanda dos sistemas isolados será 1,8% menor em 2021, diz ONS

Redução de consumo de energia se deve principalmente aos impactos da pandemia

A carga de energia elétrica dos sistemas isolados estimada para o próximo ano será de 475 MW médios, ou seja, 1,8% menor ao estimado no ciclo anterior. “Essa redução se deve principalmente aos impactos da pandemia no consumo de energia elétrica observado em todo o país”, comunicou o Operador Nacional do Sistema (ONS) nesta quinta-feira, 15 de outubro.

No total, são 212 localidades isoladas, localizadas principalmente na região Norte do Brasil, compreendendo os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima, além de Fernando de Noronha, no estado de Pernambuco.

O documento indica que a composição da matriz de energia elétrica instalada, que permanecerá atendendo aos sistemas isolados, continuará se concentrando em termoelétricas a óleo diesel, com 99% de participação, sendo apenas 1% de geração hidráulica. As gerações a óleo combustível e diesel seguirão predominantes, restando para as demais fontes participações inferiores a 5% (3,8% a gás natural e 1% de biomassa).

Ainda para o ano que vem, está sendo previsto o atendimento 24 horas por dia a todos os sistemas isolados, com exceção do estado de Roraima, onde existem 53 localidades, totalizando aproximadamente 12 mil habitantes, que terão energia entre cinco e vinte horas diárias.

O ONS disponibilizou em seu site a versão digital do Sumário Executivo do Plano Anual da Operação dos Sistemas Isolados para 2021 – PEN SISOL 2021.

Com atualização anual, esta é a segunda vez que o ONS disponibilizou as informações do PEN SISOL sumarizadas em formato de revista, sempre contando com as contribuições dos agentes de distribuição dos Sistemas Isolados, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) durante o ciclo de planejamento.