Consumo nacional de eletricidade sobe 4,8% em outubro, diz CCEE

O desempenho neste mês representa a maior variação positiva observada até o momento em 2020

O consumo nacional de eletricidade nos primeiros 15 dias de outubro foi 4,8% acima quando comparado com igual período de 2019. O desempenho neste mês representa a maior variação positiva observada até o momento em 2020, informou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE.

Houve um aumento de 3,4% no mercado regulado e 8,2%, no livre. Ao se excluir o impacto das migrações de consumidores entre os ambientes, é possível observar um crescimento ainda maior no consumo no mercado regulado, de 5,5%. Por outro lado, na avaliação com expurgo, o aumento do ambiente livre é mais brando, chegando a 3,2%. Os dados são preliminares e estão sujeitos a alterações ao longo do processo de contabilização do mês de outubro.

Setor produtivo

Em outubro, a tendência de alta no consumo dos segmentos econômicos foi mantida, com 11 dos 15 ramos de atividade analisados apresentando crescimento. Destaque, mais uma vez, para os ramos de saneamento (31,4%), comércio (20,3%) e bebidas (15,6%).

Parte do movimento, porém, é explicado pela migração de novos consumidores desses setores para o ACL. Ao expurgarmos o efeito, destacam-se novamente o crescimento do ramo de bebidas (11,3%) e dos setores de metalurgia e produtos de metal (8,9%) e minerais não metálicos (7,9%), ramos representativos por serem intensivos na utilização de energia.

Ao analisar o comportamento do consumo por região, a CCEE observou aumento em 25 das 27 unidades federativas do Brasil. Apenas o Rio Grande do Sul e Pernambuco tiveram retrações na primeira quinzena de outubro, frente ao mesmo período de 2019. Entre as maiores altas, figuram os estados do Mato Grosso (19%), Mato Grosso do Sul (18%) e Tocantins (15%).

Geração de energia

Em relação à geração, observa-se um aumento de 4,9%, na referida quinzena, em relação ao ano anterior, com destaque para a elevação na produção das usinas hidrelétricas (16,9%) e fotovoltaicas (11%). Já as usinas eólicas e térmicas apresentaram quedas de 16,8% e 13,4%, respectivamente.