CPFL anuncia R$ 1,8 bi para transição sustentável até 2024

Plano da companhia inclui 15 compromissos, priorizando melhores práticas e tecnologias

A CPFL Energia desenvolveu um plano de sustentabilidade com investimentos estimados em R$ 1,8 bilhão para viabilizar seu plano de transição sustentável e inteligente para produzir e consumir energia, maximizando impactos positivos na comunidade e na cadeia de valor pelos próximos quatro anos, afirma Gustavo Gachineiro, vice-presidente de Relações Institucionais e Jurídico do grupo.

São 15 compromissos públicos firmados e focados em um modelo de negócio com soluções inovadoras, redução do impacto ambiental e compartilhamento de impactos positivos à sociedade, aproximando a empresa das comunidades onde atua para fomentar conhecimento, saúde, esporte e cultura, através do Instituto CPFL.

Para tanto serão destinados pelo menos R$ 60 milhões a projetos com este fim, com um dos focos de atuação na humanização de atendimentos hospitalares nas instituições participantes do Programa CPFL nos Hospitais, projeto de R$ 150 milhões até 2022 para instalação de placas fotovoltaicas com outras soluções combinadas no intuito de reduzir os custos com energia e proporcionar maior capacidade de alocação de recursos para atendimentos em prol da saúde pública.

Outros R$200 milhões serão aplicados em ações de Eficiência Energética para comunidades de baixa renda, em ações que envolvem a instalação de equipamentos e eletroeletrônicos mais eficientes, como chuveiros e lâmpadas comuns por modelos de tecnologia LED, mais econômicos e duráveis, geladeiras e aquecedores solares, além de orientações de agentes comunitários.

Renováveis – Por meio da CPFL Renováveis, o grupo CPFL possui 95,6% de sua capacidade instalada (4,3 GW) provenientes de fontes limpas. A companhia tem o compromisso de manter este patamar em seu portfólio e reduzir em 10% seu indicador de intensidade de carbono até 2024. Para isso, serão aportados R$ 600 milhões em projetos como a PCH  Cherobim (PR) e o complexo eólico Gameleira (RN), além de projetos de Pesquisa e Desenvolvimento em usinas reversíveis, armazenamento e outros que contribuam para a descarbonização da matriz.

Outros R$ 17,3 milhões serão direcionados para preservação da biodiversidade nas áreas de sua operação, reduzindo os impactos ambientais gerados, além de outras práticas de conservação como programas de Proteção de Nascentes e uso e reuso consciente da água.

A companhia também vai intensificar iniciativas de economia circular. Todos os meses, a Reformadora de Equipamentos da CPFL Serviços coloca de volta à ativa 60% dos transformadores que seriam descartados, com o cobre dos fios sendo destinado às fábricas de reciclagem e o material é recomprado pela companhia a um valor 50% menor do que o praticado no mercado.

Desde 2017 esse processo de recirculação dos materiais gerou uma receita de aproximadamente R$ 146 milhões e gerou cerca de 200 empregos diretos. Até 2024, a meta é recuperar 40 mil transformadores, reguladores de voltagem e religadores e destinar 100% dos principais componentes retirados da rede para reciclagem ou para sistemas de cadeia reversa.

Soluções inteligentes. A CPFL também anunciou que irá investir em novas tecnologias para aumentar a eficiência, digitalizar e melhorar os serviços prestados. Até 2024, vai aportar R$ 350 milhões em automação de rede e outros R$ 45 milhões em tecnologia de mobilidade elétrica. A meta é que todos os clientes industriais passem a contar com o sistema de telemetria já em 2020 e que o projeto piloto de medidores inteligentes para clientes residenciais (Grupo B) da cidade de Jaguariúna seja concluído em 2021.

Uma das iniciativas já adotadas pela empresa rumo as cidades inteligentes é o novo modelo ADMS (Advanced Distribution Management Systems), que agrega funções da operação que eram gerenciadas em plataformas diferentes, o que permitirá análises mais abrangentes do sistema elétrico. Outra frente são projetos de Inteligência Artificial para prever futuros problemas no fornecimento de energia e realizar manobras de forma remota, sem a necessidade de deslocar equipes.

Por fim, com o CPFL Inova, programa que promove a aceleração de startups, a companhia apoiou nos últimos 2 anos 24 scale-ups focadas em soluções de mercado para geração distribuída, Big Data, Analytics, IA, internet das coisas e redes inteligentes.