CCEE: Decomp aponta queda de 17% no custo da energia

Elevação das afluências no Sul, nível de armazenamento verificado e a desaceleração da demanda levará à queda em todos os submercados

Os preços semanais da função de custo futuro do modelo Decomp para o período de 23 a 29 de janeiro, recuaram em 17% para todos os submercados, passando para R$ 176,95/MWh. Esse valor é divulgado semanalmente pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica já que desde o início do mês o PLD passou para a granularidade horária que é calculada no dia anterior.

O principal fator responsável pela redução foi a expectativa de elevação das afluências no submercado Sul. E ainda, o maior nível de armazenamento verificado e a diminuição da previsão da demanda de energia em relação ao planejado, também corroboraram para a queda em todo o Sistema Interligado Nacional.

Em janeiro, as afluências estão previstas em torno de 69% da média de longo termo para o sistema. Conforme divulgado mais cedo pelo ONS, são esperados 70% da MLT na região Sudeste, 133% na região Sul, 46% na região Nordeste e 53% na região Norte.

Para a próxima semana, espera-se que a carga do Sistema Interligado Nacional fique em torno de 1.050 MW médios mais baixa do que a previsão anterior para o modelo Decomp. A estimativa está menor em todos submercados, sendo 491 MW médios no SE/CO, 102 MW médios no Sul, 277 MW médios no NE e 180 MW médios no Norte.

Já os níveis dos reservatórios do SIN ficaram cerca de 2.366 MW médios acima do esperado. Os níveis estão mais altos no Sudeste em 613 MW médios, no Sul em 1.214 MW médios, Nordeste o acúmulo adicional é de 206 MW médios e no Norte de 333 MW médios em relação à previsão anterior.

O fator de ajuste do MRE previsto para o mês de janeiro de 2020 passou de 71,7% para 68,5%. Os Encargos de Serviço do Sistema (ESS) para janeiro até a quarta semana operativa está estimado em R$ 1,4 bilhão, sendo R$ 6,6 milhões devido a restrições operativas, R$ 844,1 milhões devido ao despacho termelétrico por segurança energética, R$ 9,9 milhões por unit commitment e R$ 534,6 milhões devido à importação por segurança energética.