Consumo da Energisa cai 3,7% em fevereiro

Demanda por energia tem queda de 13,8% no setor comercial, 2,7% nas residências e 1% na indústria

Impactado pela pandemia, o consumo consolidado de energia elétrica nas áreas de concessão do Grupo Energisa e no mercado livre caíram 3,7% em fevereiro na comparação ao mesmo período de 2020, chegando a 3.004,3 GWh, informa o boletim divulgado pela companhia.

A demanda da classe rural cresceu 0,4%, impulsionado pela concessão da Paraíba, que subiu 13,9% diante do baixo volume pluviométrico, influenciando no maior uso de sistemas de irrigação, além da Energisa Nova Friburgo, com 23%, Tocantins, com 10,2% e Minas Gerais, com 6,7%.

No comércio, a queda foi de 13,8% é atribuído ao efeito calendário e pelas medidas restritivas. Já no setor residencial teve recuo de 2,7%, diante de uma combinação de temperaturas mais amenas com menor calendário de faturamento no período.

As reduções foram registradas nas distribuidoras do Mato Grosso do Sul, 12,4%, Rondônia 8,9%, Mato Grosso 3,4%, Sergipe 1,3% e Acre 1,7%. Em contrapartida, a demanda cresceu nas concessões da Paraíba e Sul-Sudeste, com 4,4% e 0,5%, motivadas por temperaturas elevadas e clima seco, e Minas Gerais e Nova Friburgo conferindo incrementos de 6,8% e 3,4%, ambos reflexo da base baixa em fevereiro de 2020.

A classe industrial reduziu a demanda em 1%, com a principal baixa vindo do Sergipe, que variou 17,7%, sentindo efeitos das indústrias de gás natural e concreto. Em seguida vem a Sul-Sudeste, afetada pela queda no setor automotivo; EPB, com 4,3% puxados pela indústria de mineração, que vem diminuindo o consumo desde 2020. Completam o quadro Rondônia e Acre, influenciadas pelo setor alimentício.

Por outro lado, apresentaram alta a Energisa Mato Grosso, com 2,4% e destaque para minerais não metálicos; Mato Grosso do Sul, com 3,1% puxado pela metalurgia e a EMG, com 8,6% e predominância da mineração.

Resultado bimestral

No primeiro bimestre do ano, a demanda por energia do grupo somou 6.046,4 GWh, mostrando uma redução de 1,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nessa base de análise, 8 das 11 distribuidoras apresentaram queda no consumo, resultado atribuído ao desempenho da classe comercial nas distribuidoras, segmento mais afetado pelas restrições de isolamento.