Caducidade da CEEE-D é interrompida após venda, afirma Equatorial

Empresa destaca que a troca de controle leva à interrupção do processo aberto pela Aneel e mostra-se confiante assim como ocorreu com as concessões no Piauí e em Alagoas

O processo de caducidade da CEEE-D será interrompido após a troca de comando com a privatização da empresa. É o que afirmou o representante da Equatorial Participações, Tinn Amado, após o leilão da distribuidora gaúcha. Segundo ele, agora a expectativa é de ajustar os parâmetros do contrato junto à Agência Nacional de Energia Elétrica e que os indicadores anteriores não valem para a empresa que terá seu controle transferido em até 90 dias.

O executivo comentou em entrevista coletiva que a Equatorial tem um histórico de assumir empresas em situação mais complexa como foi desde o início com a Cemar e a Celpa, posteriormente na Eletrobras Alagoas e Piauí, durante o processo de privatização das distribuidoras da Eletrobras.

“O processo da caducidade é interrompido com a troca de controle, o caso de descumprimento de indicadores passa a não valer mais para a Equatorial”, comentou ele. “A partir do momento que assumirmos, as metas e limites são empurrados e o contrato de concessão tem novo cronograma. Por exemplo, não tivemos problemas no Piauí e em Alagoas e não teremos aqui na CEEE-D também”, acrescentou.

Para Amado, entrar na distribuidora gaúcha representa uma diversificação já que a companhia atua no Norte e Nordeste. Ele destaca que a empresa agrega mais quase dois milhões de novos consumidores em uma região interessante do ponto de vista de risco, cuja percepção é diferente das demais empresas do grupo.

Em comunicado, a Equatorial destacou que o lance de R$ 100 mil contempla a aquisição de 65,87% do capital social total da CEEE-D, sendo aproximadamente 66,99% do total das ações ordinárias e aproximadamente 0,66% do total das ações preferenciais.

E ressalta que ao serem verificadas as condicionantes previstas no Edital, na data do fechamento, dentre elas o aumento de capital previsto a ser realizado pela atual controladora, CEEE-Par, até a data da conclusão da aquisição, a Equatorial terá direito de subscrever ações equivalentes a aproximadamente 94,9% do capital social.

Além disso, a Equatorial Participações deverá realizar oferta pública de aquisição de ações de propriedade dos demais acionistas da CEEE-D, observada a legislação e regulamentação aplicáveis. E atendidas todas as condições e formalidades prévias, conforme previsto no edital, adquirirá as ações CEEE-D e passará a ser controladora da distribuidora.