ONS: revisão do PMO indica carga 13,3% maior em abril

Nível de reservatórios no Sudeste começa processo de deplecionamento e deve encerrar o mês com apenas 34,7% da capacidade de armazenamento

A terceira revisão semana do Programa Mensal de Operação para a abril mostra um aumento na previsão de carga quando comparado à edição da semana passada. A nova estimativa é de expansão de 13,3%. O destaque está no crescimento da carga no submercado Norte com 20,9% ante abril de 2020. No Sudeste/Centro-Oeste é de 12%, no Sul é projetado um índice de 15,7% e no Nordeste de 11,2%.

Esses números de expansão, vale lembrar, decorrem do baixo volume de consumo de energia desse período em 2020 em decorrência das medidas de contenção da pandemia de covid-19 no país que havia acabado de chegar por aqui. A previsão é de que a carga neste mês alcance 68.738 MW médios.

A expectativa de vazões continuam em um mesmo patamar projetado anteriormente. Em nenhuma região alcança a média histórica. O maior volume esperado continua no Norte com energia natural afluente de 81% da média de longo termo. No SE/CO está o segundo com 63% da MLT, seguido pelo Sul com 38% e o NE com 36% da média histórica de 91 anos.

Quanto ao nível de armazenamento o Operador Nacional do Sistema Elétrico aponta que o deplecionamento no SE/CO, que concentra cerca de 70% da capacidade hidrelétrica do país, começou. A estimativa é de que o volume fique em 34,7% ao final de abril ante um volume de 35,2% nesta sexta-feira, é o mais baixo nível do país. No Sul é esperado 58,2%, no NE 65,7% e no Norte 82,6%.

A maior alteração quanto a estimativa para o custo marginal de operação entre a semana passada e essa revisão estão no Norte. Saiu do zero nas últimas semanas para R$ 142,41 na média, mesmo comportamento no NE, apenas dois centavos de real separam a carga leve da média e pesada nessas duas regiões. No SE/CO e Sul o valor está em R$ 164,90 em média, resultado da carga pesada em R$ 190,74, média em R$ 187,13 e a leve em R$ 144,97/MWh.

A previsão de despacho térmico é de 5.014 MW médios. A maior parcela continua por inflexibilidade com 3.407 MW médios, são 1.146 MW médios por ordem de mérito e mais 461 MW médios por restrição elétrica.