Idec defende redução de consumo compulsória e com penalização

Segundo coordenador do instituto, Brasil já vive um cenário de racionamento e por isso são necessárias metas mais agressivas para evitar apagões e desligamentos forçados

O coordenador do Programa de Energia e Sustentabilidade do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Clauber Leite, considera importante incluir consumidor no esforço para evitar racionamento e que o governo deveria ter metas mais agressivas e “minimamente compulsórias” para os que tenham condições e com “algum tipo de penalização” para quem não cumprir.

O executivo diz que o Brasil já passa por um racionamento de energia que o governo não admite e da maneira como foi proposto pelo ministério, não terá os efeitos esperados. “Já estamos num cenário de racionamento, o que tem acontecido é que estão chamando de ‘medidas de economia’ e ‘conscientização’, mas é de fato um racionamento. O que pode agravar é acontecer apagões e desligamentos compulsórios e vendo o cenário que está acontecendo, isso provavelmente vai acontecer”, prevê.

Segundo Leite, o consumidor, sobretudo os residenciais, têm que fazer parte da solução que  vai além de um sinal econômico na fatura. Ele acrescenta que os programas de eficiência energética das distribuidoras são todos voluntários, mas com poucos efeitos.

“Quando vamos ver os resultados e a adesão são super pequenos os efeitos.  A ação é positiva, mas em momentos de crise de abastecimento, ela deveria ser um pouco mais agressiva. A campanha de conscientização deve ocorrer o ano todo, mas agora em momento de crise, precisamos de uma meta mais agressiva para ter resultados”, diz.