Estudos do ONS apontam melhora nas afluências no Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Norte

Avaliação mostra que o início da transição para o período chuvoso ocorreu no tempo correto, em outubro, ao contrário de 2020, quando as chuvas vieram em dezembro

Cenários traçados recentemente pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (NOS) mostraram melhoria nas afluências das regiões Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Norte do Brasil. A nova avaliação apontou que o início da transição para o período chuvoso ocorreu no tempo correto, em outubro, ao contrário de 2020, quando as chuvas só iniciaram em dezembro.

Segundo o órgão, as bacias hidrográficas localizadas nestes três subsistemas apresentaram aumento do volume de água estocada, com exceção das bacias dos rios Tietê, Paranaíba e Tocantins. Até o fim de novembro, a expectativa do Operador é de que a energia armazenada no Sistema Interligado Nacional (SIN) seja de 25,4% do valor máximo armazenável. Este cenário mais otimista foi apresentado, na reunião de novembro do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).

As perspectivas de Energia Natural Afluente (ENA) para novembro e dezembro também estão mais favoráveis e registraram aumento no SIN de 11.385 MW médios, em relação ao cenário previsto na última reunião do CMSE, no mês passado.

A análise das condições de atendimento até maio de 2022 indicou que, para o cenário de precipitação 2020/2021, o armazenamento do subsistema Sudeste/Centro-Oeste em abril de 2022 deverá estar em 38,4% do máximo armazenável, representando 3,7 p.p. acima do nível verificado em 30 de abril de 2021. Este resultado é 7,7 p.p. superior à projeção apresentada na reunião do CMSE de outubro.

O ONS destacou que a melhoria dos cenários foi um dos motivos que levou o colegiado que compõe o CMSE a decidir pela suspensão do recebimento de ofertas do programa de Resposta Voluntária da Demanda (RVD).

“De uma forma geral, após um ano em que se vem praticando ações excepcionais, o ganho equivalente no armazenamento do Sudeste/Centro-Oeste decorrente dessas medidas foi de cerca de 14% da energia armazenada máxima nesse subsistema, que concentra cerca de 70% dos reservatórios. Os ganhos estimados com as medidas de gestão da crise hidroenergética adotadas podem ser conferidos no gráfico a seguir” disse em nota.