Norte Energia promove soltura de filhotes de quelônios no Rio Xingu

Voluntários foram orientados sobre como realizar o manejo dos filhotes, desde a retirada dos ninhos até o momento da liberação dos animais nas águas

Equipes da Norte Energia, juntamente com o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), soltaram mais de 3,8 mil filhotes de quelônios no rio Xingu no fim de semana retrasado, durante a 4ª edição do projeto “Tartarugas do Xingu”. Trata-se de uma ação voluntária organizada pela empreendedora da Usina Hidrelétrica Belo Monte que busca proteger os animais de predadores e dos efeitos da subida natural do rio Xingu.

A empresa ressaltou que as atividades de manejo ocorreram no Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) Tabuleiro do Embaubal, localizado no município de Senador José Porfírio, sudoeste do Pará, uma das principais áreas de reprodução das espécies Tartaruga-da-Amazônia, Pitiú e Tracajá. Na ação, que seguiu todas as orientações de distanciamento social e higienização, por conta da Covid-19, os voluntários foram orientados sobre como realizar o manejo dos filhotes, desde a retirada dos ninhos até o momento da liberação dos animais nas águas do rio Xingu, em local que propicie maior abrigo quanto aos predadores naturais.

O projeto de voluntariado Tartarugas do Xingu chega em seu 4º ano, porém a Norte Energia desenvolve o Programa de Conservação e Manejo de Quelônios na região desde o ano de 2011. Mais de 5 milhões de filhotes foram manejados e devolvidos à natureza neste período. Entre as atividades desenvolvidas pela empresa está o manejo dos ninhos, o que inclui demarcação para proteger a área e monitorar as condições naturais de reprodução.

O monitoramento de quelônios realizado pela Norte Energia constatou que muitas das tartarugas-da-Amazônia se deslocam de grandes distâncias. É o caso da tartaruga Juquiri, uma fêmea adulta que mede 77cm de comprimento e pesa 44kg, localizada pela primeira vez em outubro de 2014 e que retornou ao Tabuleiro do Embaubal este ano para se reproduzir. Na época, ela recebeu um transmissor de monitoramento via satélite, que detectou o seu retorno à área de alimentação, no Rio Acaraí, localizado a 120 km abaixo do Tabuleiro e próximo à foz do rio Xingu, no Rio Amazonas.