ANA reduz vazões de Porto Primavera e Jupiá em abril e maio

Até final de março vazões médias mensais mínimas defluentes das usinas continuam definidas em 2500 m³/s e 3100 m³/s

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico determinou ao ONS que as vazões médias mensais mínimas defluentes das usinas Porto Primavera e Jupiá, no rio Paraná, recuem para 2300 m³/s e 2900 m³/s, para os meses de abril a maio de 2022, respectivamente. Contudo, enquanto as vazões defluentes estiverem acima dos valores mínimos definidos e enquanto o nível d’água do reservatório de Ilha Solteira estiver abaixo de 325,4m, não deverá haver elevação dos níveis d’água dos reservatórios intermediários, das usinas de Marimbondo, Água Vermelha e São Simão.

A ANA indica que essa condição não deverá ser seguida exceto quando as vazões afluentes forem superiores à capacidade de geração dessas usinas ou quando estiver sendo praticada operação para controle de cheias. Em comunicado a ANA informou que a operação proposta não poderá impactar no reenchimento do reservatório da usina de Ilha Solteira, devendo-se buscar o restabelecimento das condições mínimas normais de operação até o dia 31 de março. Até lá as vazões médias mensais mínimas defluentes das usinas Porto Primavera e Jupiá continuam definidas em 2500 m³/s e 3100 m³/s.

Outro ponto destacado é que a operação proposta também não poderá impactar no reenchimento dos reservatórios de cabeceira, das usinas de Furnas, Marechal Mascarenhas de Moraes, Emborcação e Itumbiara.

Segundo informação do ONS, a medida solicitada à ANA busca possibilitar o aumento da geração hidrelétrica da usina de Itaipu (PR) para ampliar o intercâmbio energético do Subsistema Sudeste/Centro-Oeste para o Subsistema Sul, que teve chuvas e afluências abaixo do esperado.

No comunicado, a ANA aponta que as condições determinadas visam a atender às necessidades de segurança do sistema elétrico sem, entretanto, prejudicar o reenchimento dos reservatórios e os usos múltiplos da água nas regiões de cabeceira das bacias dos rios Grande e Paranaíba, que formam o rio Paraná e estão incluídos no Plano de Contingência para a Recuperação dos Reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN) com vigência entre dezembro de 2021 e abril de 2022.

“A medida somente é possível porque o cronograma de recuperação da Hidrovia Tietê-Paraná foi antecipado pelas chuvas favoráveis observadas recentemente, o que aconteceu também nas bacias que contribuem para o armazenamento dos reservatórios incluídos no Plano de Contingência. Dessa forma, deverá continuar a recuperação dos reservatórios de Furnas, Marechal Mascarenhas de Moraes, Emborcação e Itumbiara, melhorando as condições para os usos múltiplos da água, ao mesmo tempo que se retoma a navegação”, finaliza a ANA.