Reservatórios devem continuar a subir em maio, aponta ONS

Dados iniciais do Programa Mensal de Operação indica nível de 69% no maior submercado do país, Norte está com quase 100%, NE com 94 e Sul com 84%

O primeiro mês do período seco de 2022 começa com perspectiva de continuidade de enchimento dos reservatórios. De acordo com os dados iniciais do Programa Mensal de Operação para maio, o maior submercado do país, Sudeste/Centro-Oeste, deverá encerrar o mês em 69% da capacidade total, aumento de 2,6 ponto porcentual ante o nível desta sexta-feira, 29 de abril. No Norte a perspectiva é de ficar em 99,6%, no Nordeste em 94% e no Sul a previsão é de 84,6%.

A previsão do Operador Nacional do Sistema Elétrico mostra um volume de afluências bastante elevado no Sul do país. A estimativa indica uma energia natural afluente de 147% da média de longo termo. No Norte continua a ser verificado volume de 98%, o segundo mais elevado. No SE/CO é esperado um nível de 69% e no NE está o mais baixo com 49% da média histórica.

Segundo a previsão da meteorologia para o ano, apesar de estarmos em um momento de transição, os modelos apontam que o fenômeno La Niña continuará atuando pelos próximos meses. Essa análise corrobora a avaliação que a Climatempo indicou durante a coluna semanal no CanalEnergia Live da última quarta-feira, 27.

Em termos de demanda a projeção inicial é de alta de 1,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. A previsão é de que em maio seja registrado uma carga de 68.815 MW médios, resultado de crescimentos de 2% no SE/CO, de 3,6% no NE, 1,5% no Sul do país. Apenas no Norte que continua a ser verificada retração, isso por conta de apenas um grande consumidor que reduziu sua demanda, a queda é estimada em 2,5% naquela subsistema.

Com esses números o custo marginal de operação médio continua a mostrar valores baixos. No NE e Norte continuam zerados enquanto no SE/CO e Sul estão em R$ 20,36/MWh, indicando a continuidade de bandeira verde que será válida no mês de maio. Os valores para a carga pesada são de R$ 21,19, a média é de R$ 21,01 e a leve de R$ 19,33/MWh.

Outro reflexo é a previsão de despacho térmico na semana operativa que se inicia no sábado, 30 de abril. O cálculo é de 3.691 MW médios, todo esse volume por inflexibilidade declarada por térmicas.