Demanda no Grupo Energisa cresce 4,2% em maio

Residências e comércios elevaram seus consumos energéticos em 6,8% e 7,7%, enquanto clima mais quente resultou em recuo na classe rural, o único do mês

O consumo consolidado de energia elétrica nas áreas de concessão do Grupo Energisa atingiu 3.100,8 GWh em maio, alta de 4,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior, aponta o último boletim da companhia. Destaque para aumento de 7,7% no segmento comercial, enquanto o clima mais quente, efeito calendário positivo (+0,4 no agregado) e movimentações pela revisão cadastral (REN Nº 901) resultaram em redução no campo e incremento de 6,8% da classe residencial. Nove das onze distribuidoras elevaram suas demandas, em especial no Rondônia, Paraíba Mato Grosso, com 9,1%, 6,7% e 6,3% respectivamente.

As residências tiveram o maior crescimento de consumo no mês, com as três concessões acima mencionadas registrando as maiores altas, mesmo fato observado nos comércios, a não ser pela inclusão da Energisa Sergipe, que teve o maior acréscimo, com 11,8%. O resultado na classe foi puxado pela melhora no quadro sanitário e retomada mais intensa de atividades presenciais, sobretudo em shoppings, varejistas e armazéns de grãos.

A classe industrial apresentou crescimento de 2,3%, com Paraíba representando aumento de 11,9%, destaque para têxtil e minerais não metálicos, além de Minas Gerais, que cresceu 14% influenciado por papel e alimentícios, que tiveram melhor desempenho em 22 anos, além do Mato Grosso do Sul, com 4,2%  puxado por cimenteiras e alimentícios.

A classe outros mostrou aumento de 8% no consumo, principalmente pelo crescimento do consumo do poder público de 22,1% com a volta presencial de escolas, judiciário e repartições públicas. As regiões que mais contribuíram a esse resultado foram Mato Grosso, Paraíba e Rondônia, em taxas de 15,8%, 16,9% e 6,9%.

Por fim, a classe rural registrou queda de 12,7% em função das concessões no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Sul-Sudeste, em 9,9%, 16,9% e 6,9%, impactadas por menor uso de irrigação (chuvas acima da média sobretudo no NE, ESS e EMS) e migração de clientes (REN Nº 901).

Demanda acumulada – Já no acumulado dos cinco primeiros meses de 2022 o consumo representa aumento de 2,5% em relação ao mesmo período de 2021. Entre os destaques, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.