A Eletrobras apresentou um lucro líquido de R$ 1,4 bilhão no segundo trimestre do ano. Esse valor é 45% inferior ao lucro de R$ 2,5 bilhões do mesmo período do ano passado. Essa queda é atribuída ao efeito negativo pela provisão para perdas em investimentos no montante de R$ 890 milhões, em função, principalmente, do aporte de capital realizado por Furnas na Santo Antônio Energia, em junho de 2022 e pela inadimplência da Amazonas Energia, em especial no que se refere a dívida financeira com a holding. A variação cambial negativa de R$625 milhões no trimestre, devido a exposição de dívida da companhia em dólar, também impacto a empresa.

Pelo outro lado a companhia teve efeito positivo dos eventos de privatização no montante total de R$ 742 milhões e de R$ 454 milhões com a venda da CEEE-T.

O resultado ebitda ajustado da companhia, aumentou 6% no trimestre, somou R$ 4,9 bilhões e no ano esse montante é de R$ 9,8 bilhões. alta de 5% na comparação com o ano passado. A margem ebitda ajustada no trimestre ficou em 55%, queda de 7,08 pontos na ante 2021. Nos seis meses encerrados em junho o índice é de 58%, queda de 4,9 p.p

A Receita Operacional Líquida passou de R$ 7,4 bilhões no segundo trimestre de 2021 para R$ 8,9 bilhões de abril a junho deste ano, um crescimento de 19%, influenciada pela melhor performance nos contratos bilaterais e pelo reajuste anual das receitas de transmissão, cuja base de ativos foi ampliada no ciclo 21/22, pelo reperfilamento da RBSE.

O volume de energia vendida pela empresa recuou 0,9% no trimestre, para 31,3 GWh. No acumulado do ano esse volume é 24,3% menor quando comparado com os seis primeiros meses de 2021. A empresa vendeu neste ano 74 GWh contra 96,7 GWh de um ano atrás.

A dívida liquida ajustada da empresa somou R$ 15,1 bilhões ao final do trimestre, uma queda 11% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os investimentos da companhia somaram R$ 2,5 bilhões no trimestre e no ano já acumulam valores de R$ 3 bilhões, altas de 159% e de 103%, respectivamente. A alavancagem da companhia, medida pela relação entre a dívida liquida sobre o ebitda ajustado recuou ainda mais, está em 0,7 vez ante 1 vez de um ano atrás.