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Apesar da sinalização que o Brasil poderá ser um grande exportador de hidrogênio verde, a Total Eren está de olho no mercado local. A subsidiária de renováveis da francesa Total mapeia as oportunidades na área no Brasil e o agronegócio aparece como potencial cliente no curto e médio prazo. De acordo com Laila Shiphorst, que atua no desenvolvimento de negócios na área de hidrogênio verde da empresa, o país é um dos maiores consumidores de fertilizantes do mundo e o índice de exportação é alto, o que potencializa as oportunidades. “O fertilizante é um grande ponto para avançar no mercado local de H2 verde”, explica ela, que participou de painel durante o UK & Brazil: Partners in Energy, realizado nesta segunda -feira, 19 de junho, no Rio de Janeiro (RJ).

Ainda segundo Laila, a exportação não está de lado e há um time que também aborda isso. Sobre a viabilidade dos projetos de H2 verde, ela acredita que os investidores só vão acreditar em projetos que forem considerados rentáveis e com contratos estabelecidos no longo prazo. “Nenhuma empresa vai colocar de pé se não tiver um contrato de offtaker pelo menos uma parte de produção. Ela lembra que a amônia, um fertilizante, só tem 10% da sua produção no mundo é comercializada. O restante é a compra do gás que a empresa produz a própria amônia e já produz o seu produto final.


Painel sobre Hidrogênio Verde: mentalidade do offtaker deverá mudar

Os contratos atuais são de até três anos, o que vai demandar uma mudança de mentalidade no offtaker, uma vez que a compra não é a longo prazo. Os projetos envolvem cifras bilionárias, o que dificulta o curto prazo. Os bancos têm demonstrado interesse em investir no H2 Verde, mas apenas com a derrubada de alguma barreiras, em especial a do offtaker. “A gente precisa colocar de pé contratos de médio e longo prazo para seguir com os projetos”, aponta.

Segundo o diretor da Empresa de Pesquisa Energética, Giovani Machado, o arcabouço para o hidrogênio não pode atrapalhar o que já vem sendo feito e sim deve transformar o que já existe, criando condições melhores. Ele lembra que a matriz brasileira é majoritariamente renovável, na comparação com a média de outros países. Para ele, um arcabouço que traga segurança aos investidores irá de forma natural reduzir os riscos e atrair investimentos. ‘O grande papel do governo é ser um viabilizador de negócios e não um trancador de modelos de negócios”, avisa.