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O processo que está na Aneel para a liberação de margem de escoamento de projetos com contratos de transmissão mas que não sairão do papel deverá somar até 11,87 GW. O item foi retirado da pauta da reunião de diretoria da última terça-feira, 19 de junho, mas deverá retornar em breve, até mesmo antes do prazo regulamentar de 8 sessões que existe no regimento interno da autarquia.

De acordo com o diretor geral da agência reguladora, Sandoval Feitosa, o diretor Fernando Mosna, que pediu vista do processo, não deverá usar esse tempo que ele tem disposição até porque ele é um diretor técnico e muito qualificado e que tem a visão da importância do tema para o país. “Essa é a minha percepção, mas ele e quem saberá usar o tempo que tem disponível”, comentou o executivo após sua participação no primeiro painel do Enase 2023, evento realizado pelo Grupo CanalEnergia, by Informa Markets, no Rio de Janeiro.

Durante sua participação, Feitosa disse essa questão chamada corrida do ouro, onde os empresários foram atrás para garantir o desconto fio para projetos de geração renovável levou a uma inadimplência setorial na transmissão que é inédito. Isso ocorreu porque os investidores fecharam contrato de transmissão. “Muitos fizeram isso, com um otimismo exagerado e então aconteceram alguns fatos com a economia que não cresceu, os insumos com preços elevados e os PPAs que não estão com valores interessantes como previsto inicialmente. Aí começa a criar default no pagamento da rede”, relatou. “A transmissão não foi feita para ter inadimplência, é uma conta de soma zero”, acrescentou.

Segundo o diretor geral, há esse problema e a Aneel desenvolveu o mecanismo excepcional para abrir margem para aqueles agentes tomarem suas decisões. “Quem não quiser continuar, estamos dando a porta de saída”, resumiu.

Para ele é uma oportunidade de saída sem deixar o processo judicializado. Assim poderia abrir margem para que o Operador encaixasse novos projetos que estão pedindo fatias adicionais de conexão na rede, mas que não está disponível atualmente. Se não conseguirem investir agora, comentou Feitosa, com certeza terá novas oportunidades no futuro.